A Transição do Feudalismo para a Idade Moderna

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O feudalismo é um modo de produção que surgiu a partir da queda do Império Romano e estabeleceu-se entre os séculos X e XIV.

Caracterizou-se por ser predominantemente rural, com relações de dependência dos servos (produtores) para com o senhor feudal em uma sociedade estamental.

No topo da pirâmide social estavam o rei e a nobreza, seguidos pela burguesia e, finalmente, pelos camponeses.

A Propagação do Feudalismo

A propagação do feudalismo ocorreu através de fatores como o crescimento populacional, o desenvolvimento da estrutura urbana, o desenvolvimento do mercado, as Cruzadas e a colonização.

As causas desta expansão incluíram o crescimento populacional, o progresso técnico e o dinamismo de certos grupos sociais, como a burguesia.

As Cruzadas

As Cruzadas foram uma série de campanhas militares, motivadas por questões religiosas, entre os séculos XI e XIII. Foram expedições realizadas sob o juramento de libertar os lugares santos do domínio muçulmano.

Muitos dos homens na cruz não tinham recursos para a expedição, por isso tomaram empréstimos com a burguesia. No caminho para seu destino, paravam para descansar e recuperar recursos, o que levou ao surgimento de novas cidades para esse fim.

Declínio do Feudalismo

A crise do feudalismo ocorreu quando o crescimento da população estagnou no século XIV. Isso gerou uma diminuição na produção agrícola e de alimentos; as guerras reduziram a capacidade produtiva da terra e a chamada Peste Negra matou grande parte da população.

O Renascimento e o Humanismo

Durante o século XV, surgiram novas formas de ver o mundo e a sociedade. O Renascimento é o nome dado a um amplo movimento cultural que ocorreu na Europa, referindo-se ao renascimento da cultura clássica e das tradições gregas e romanas. Isso se manifestou em esculturas humanas e pinturas renascentistas.

Esta nova etapa trouxe uma nova maneira de ver o mundo e o homem, com interesse pela arte, política e ciência. Inspirado por mudanças sociais, políticas e pelo poder econômico, surge o humanismo filosófico (séculos XV e XVI).

Surgiram obras humanistas de história, filosofia, literatura da antiguidade clássica, medicina e matemática. Seu interesse principal era o ser humano; as ideias e pensamentos em todos os campos eram baseados na observação e experimentação (caráter secular). Graças à evolução tecnológica, como a invenção da imprensa, os custos de impressão diminuíram, facilitando a expansão do humanismo.

A Reforma Religiosa

O monge alemão Martinho Lutero questionou o poder temporal do papado e a chamada "venda de indulgências", que prometia purificar a alma em troca de parte da renda. Sua tese baseava-se na frase de São Paulo: "os justos são salvos pela fé". Lutero afirmou que a salvação não é alcançada por obras humanas, mas apenas pela fé e pela graça de Deus.

Lutero foi excomungado e fundou uma nova igreja que não reconhecia a autoridade papal.

Viagens de Exploração Marítima

As transformações do século XV levaram reinos europeus a uma nova aventura: as viagens de exploração marítima. Graças a elas, descobriram-se novas rotas comerciais, novos produtos, novos povos e, acima de tudo, ocorreu a "descoberta" da América.

Através da renovação científica e cultural dos séculos XV e XVI, surgiram meios técnicos que possibilitaram as viagens, como a bússola e o astrolábio, permitindo o desenvolvimento preciso de mapas, cartas geográficas e navios.

As viagens foram motivadas pela necessidade de novas rotas, já que o Mediterrâneo estava restrito após a queda do Império Romano. A exploração também ocorreu por razões políticas: para os reis, quanto maior o território controlado, maior o lucro através de impostos e das riquezas adquiridas nos lugares descobertos.

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