Transporte de Seiva nas Plantas: Xilema e Floema
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Transporte no Xilema
Através da transpiração, as plantas perdem grandes quantidades de água sob a forma de vapor, pelas folhas e outros órgãos aéreos. Essa água é substituída por um fluxo contínuo no xilema, desde a raiz, passando pelo caule, até às folhas. Uma vez no xilema, as substâncias dissolvidas são transportadas de forma passiva.
O fluxo da seiva xilémica é um dos transportes mais rápidos nas plantas, podendo alcançar mais de 100 metros de altura em árvores de grande porte. O movimento ascendente envolve forças físicas e diversos fatores:
Teoria da Pressão Radicular
A ascensão da água pode ser explicada por uma pressão desenvolvida na raiz devido a forças osmóticas. A acumulação ativa de iões nas células radiculares provoca a entrada de água, gerando a pressão radicular, que força a subida da água no xilema.
Teoria da Tensão-Coesão-Adesão
A absorção e a transpiração criam uma dinâmica que explica a ascensão da água nos vasos xilémicos:
- Durante o dia: A transpiração excede a absorção, causando um défice hídrico nas folhas.
- Durante a noite: Com temperaturas mais baixas, a absorção é superior à transpiração.
Transporte no Floema
O mecanismo xilémico garante o transporte de água e sais minerais para a fotossíntese. Como a fotossíntese não ocorre em todas as células, as substâncias orgânicas produzidas (seiva floémica) são transportadas pelo floema para o restante da planta.
Dados sobre o movimento de materiais no floema foram obtidos através de experiências de incisão anelar, que consiste na remoção de um anel estreito dos tecidos exteriores ao xilema.