Tumor Periampular: Diagnóstico, Clínica e Tratamento

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Tumor Periampular

O tumor periampular pode acometer a cabeça do pâncreas, a papila duodenal, o colédoco distal e o duodeno (ducto de Wirsung), sendo todos classificados como adenocarcinomas.

Clínica: Dor abdominal, náusea, perda de peso, perda de apetite e icterícia.

  • O adenocarcinoma de papila duodenal apresenta o melhor prognóstico, enquanto o de cabeça do pâncreas apresenta o pior.
  • A Tomografia Computadorizada (TC) de abdômen com contraste venoso é o exame que avalia a ressecabilidade do tumor.

Critérios de Irressecabilidade:

  1. Invasão vascular peripancreática (oclusão vascular, revestimento do vaso, envolvimento circunferencial >50%);
  2. Metástase de gânglios linfáticos regionais distantes e gânglios pancreáticos;
  3. Metástases hepáticas;
  4. Implante peritoneal e ascite.

Cirurgia de Whipple (Duodenopancreatectomia ou Gastroduodenopancreatectomia): Procedimento onde se drena a via biliar, a saída de alimento do estômago e o pâncreas.

Tumor de Papila: Caracteriza-se por icterícia flutuante. No diagnóstico, a TC mostra dilatação da via biliar sem massa visível (a TC não detecta tumores muito pequenos), sendo necessária a realização de Endoscopia Digestiva Alta (EDA).

Quanto à realização de CPRE (risco de pancreatite e colangite), papilotomia endoscópica (melhora da icterícia e prurido) e colocação de prótese, o consenso atual, após análise de risco-benefício, é de não realizar esses procedimentos rotineiramente.

Tratamento: Duodenopancreatectomia, ressecção local cirúrgica ou endoscópica.

Complicações da Duodenopancreatectomia (Cirurgia de Whipple):

  • Curto prazo: Esvaziamento gástrico retardado (gastroparesia) e fístula pancreática.
  • Cirúrgicas: Risco de ressecabilidade da veia e da artéria mesentérica superior.
  • Longo prazo: Diabetes, insuficiência exócrina, diarreia, desnutrição, saciedade precoce e plenitude pós-prandial.

A preservação do piloro pode provocar a síndrome de esvaziamento gástrico retardado.

Tratamento Paliativo: Indicado quando há evidência de invasão vascular, invasão de órgão adjacente, doença metastática ou contraindicação clínica. O tratamento paliativo pode consistir em drenagem endoscópica ou drenagem percutânea da via biliar com colocação de prótese.

Existem dois tipos de prótese:

  • Plástica: Deve ser trocada a cada 3 meses devido ao risco de colangite. Pode ser usada em pacientes em estágio terminal que apresentem prurido, sendo sempre indicada para pacientes com pior prognóstico.
  • Metálica.

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