Vibração Forçada em Sistemas com Amortecimento Viscoso

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Vibração Forçada em Sistemas com Amortecimento Viscoso

A análise modal, como apresentada na Seção 6.14, aplica-se somente a sistemas não amortecidos. Em muitos casos, a influência do amortecimento sobre a resposta de um sistema vibratório é insignificante e pode ser desprezada. Todavia, o efeito do amortecimento deve ser considerado se a resposta do sistema for exigida durante um período relativamente longo em comparação com os períodos naturais do sistema. Ademais, se a frequência de excitação (no caso de uma força periódica) for a mesma ou estiver próxima das frequências naturais do sistema, o amortecimento é de primordial importância e deve ser levado em conta. Em geral, visto que seus efeitos não são conhecidos antecipadamente, o amortecimento deve ser considerado na análise de vibração de qualquer sistema. Nesta seção, consideramos as equações de movimento de um sistema amortecido com vários graus de liberdade e sua solução utilizando equações de Lagrange. Se o sistema tiver amortecimento viscoso, seu movimento enfrentará o amortecimento de uma força cuja magnitude é proporcional à da velocidade, porém na direção oposta. É conveniente introduzir uma função R, conhecida como função de dissipação de Rayleigh, na dedução das equações de movimento por meio de equações de Lagrange [6.7]. Essa função é definida como:




onde a matriz [c] é denominada matriz de amortecimento e é positiva definida, como as matrizes de massa e rigidez. Nesse caso [6.8], as equações de Lagrange podem ser escritas como:





onde Fi é a força aplicada à massa mi. Substituindo as equações (6.30), (6.34) e (6.117) na Equação (6.118), obtemos as equações de movimento de um sistema amortecido com vários graus de liberdade em forma matricial:





Por simplicidade, consideraremos um sistema especial para o qual a matriz de amortecimento pode ser expressa como uma combinação linear das matrizes de massa e rigidez:




onde e são constantes. Esse tipo de amortecimento é conhecido como amortecimento proporcional porque [c] é proporcional à combinação linear de [m] e [k]. Substituindo a Equação (6.120) na Equação (6.119), obtemos:





Expressando o vetor solução x como uma combinação linear dos modos naturais do sistema não amortecido, como no caso da Equação (6.104),




A equação (6.121) pode ser reescrita como:





Pré-multiplicando a Equação (6.123) por [X]t, temos como resultado,





Se os autovetores forem normalizados de acordo com as equações (6.74) e (6.75), a Equação (6.124) reduz-se a:




isto é,




onde w é a i-ésima frequência natural do sistema não amortecido e




Escrevendo





onde é denominado fator de amortecimento modal para o i-ésimo modo normal, as Equações (6.125) podem ser reescritas como:





Podemos ver que cada uma das n equações representadas por essa expressão não é acoplada com nenhuma das outras. Por consequência, podemos determinar a resposta do i-ésimo modo da mesma maneira que determinamos a de um sistema com um grau de liberdade com amortecimento viscoso. A solução da Equação (6.128), quando < 1, pode ser expressa como:













Observe os seguintes aspectos desses sistemas:
  1. Caughey [6.9] mostrou que a condição dada pela Equação (6.120) é suficiente, mas não necessária para a existência de modos normais em sistemas amortecidos. A condição necessária é que a transformação que diagonaliza a matriz de amortecimento também desacople as equações de movimento acopladas. Essa condição é menos restritiva do que a Equação (6.120) e abrange mais possibilidades.
  2. No caso geral de amortecimento, a matriz de amortecimento não pode ser diagonalizada simultaneamente com as matrizes de massa e rigidez. Nesse caso, os autovalores do sistema são ou reais e negativos ou complexos com partes reais negativas. Os autovalores complexos existem como pares conjugados; os autovetores também consistem em pares complexos conjugados. Um procedimento comum para determinar a solução do problema de autovalor de um sistema amortecido envolve a transformação de n equações de movimento de segunda ordem acopladas em 2n equações de primeira ordem não acopladas [6.6].
  3. Os limites de erro e métodos numéricos na análise modal de sistemas dinâmicos são discutidos nas referências [6.11, 6.12].

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