Wundt, Estruturalismo e o Método Introspectivo

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Wundt e o Objeto de Estudo da Psicologia

Para Wilhelm Wundt, o objeto de estudo da psicologia é a mente ou a consciência. O autor foca-se no estudo de pensamentos, lembranças e emoções, sendo as sensações os seus elementos básicos. Esta abordagem fundamenta o Estruturalismo, utilizando o método introspectivo por acreditar que a psicologia deve estudar o consciente.

Método Introspectivo

O método introspectivo consiste numa análise ao nosso interior, onde o sujeito se concentra em si mesmo e analisa o seu espírito através de um ato praticado ou um sentimento.

  • Procedimento: O autor provocava sensações (imagem, luz ou som), levando o paciente a analisar e descrever o que sentia através do seu consciente. Após a descrição, o cientista registava e interpretava os dados.
  • Controlo Laboratorial: Para que a introspeção forneça dados viáveis, deve ser praticada em ambiente laboratorial controlado, com rigor na seleção dos pacientes.
  • Limitações: O facto de o sujeito ser, simultaneamente, observador e observado apresenta limitações metodológicas.

Estruturalismo

O Estruturalismo visa a descoberta da estrutura ou anatomia dos processos conscientes. Adota uma perspetiva analítica, decompondo a consciência em fatores cada vez mais simples até chegar às sensações puras (unidades básicas de todos os fenómenos).

  • Objetivo: Determinar as leis de conexão que regem a organização dos elementos constituintes da consciência humana.
  • Conclusão: As sensações combinam-se segundo leis específicas, formando algo mais complexo do que a simples soma dos seus elementos.

Críticas ao Método e ao Estruturalismo

O método introspectivo e o estruturalismo enfrentaram diversas críticas:

  • Dificuldade de observação: É difícil observar-se e ser observado em simultâneo.
  • Distorções: Os fenómenos psíquicos não coincidem com a sua observação, ocorrendo distorções devido ao recurso à memória.
  • Alteração do fenómeno: A tomada de consciência de um determinado fenómeno altera o próprio fenómeno.
  • Subjetividade: A auto-observação não pode ser validada por outros observadores, pois não é possível aceder à consciência alheia.
  • Limitações de expressão: O sujeito pode não ter vocabulário para descrever o que sente, sendo o método inaplicável a crianças ou doentes mentais.
  • Foco restrito: O método dá importância apenas ao consciente.
  • Artificialidade: O estruturalismo é criticado por decompor a experiência em partes, ignorando que a vivência humana deve ser vista como um todo, uma unidade completa.

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