Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Karl Popper: Falsificabilidade e o Método Hipotético-Dedutivo

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Karl Popper e a Teoria da Falsificação

Karl Popper foi o fundador do método científico conhecido como hipotético-dedutivo, assente na sua inovadora teoria da falsificação. O princípio da falsificabilidade constitui uma inovação fundamental relativamente ao método científico tradicional. Falsificar as hipóteses ou teorias significa procurar, na experiência, factos que as desmintam, em vez de procurar factos que as apoiem.

O Valor Científico e a Teoria Corroborada

Segundo Popper, o valor científico de uma teoria reside na sua resistência a ser refutada. Isto significa que, se uma teoria resistir às tentativas mais sérias de a desmentir, ou seja, de a falsificar, essa teoria é designada como uma teoria corroborada. Esta palavra... Continue a ler "Karl Popper: Falsificabilidade e o Método Hipotético-Dedutivo" »

Aristóteles e Locke: Origem do Estado

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Aristóteles: A Polis e a Natureza Humana

Para Aristóteles, a polis (cidade-estado) tem como objetivos:

  • Promover a qualidade de vida e o bem comum;
  • Proporcionar aos cidadãos a satisfação dos interesses comuns;
  • Proporcionar ao indivíduo a realização da sua natureza.

Para Aristóteles, apenas os homens livres são considerados cidadãos. São os cidadãos livres que participam na vida política da polis, definem as leis e a justiça, sendo o bem comum e a vida boa os princípios que devem reger a constituição política da cidade. As leis, para serem boas e justas, terão de ser criadas por cidadãos virtuosos (justos e bons) porque das qualidades morais dependem as qualidades da cidade. Assim, Aristóteles estabelece uma indissociabilidade... Continue a ler "Aristóteles e Locke: Origem do Estado" »

Conceitos Fundamentais de Sociologia, Antropologia e Ciência Política

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Conceitos Fundamentais

  • Conhecimento de Senso Comum: Compreensão do mundo baseada no aprendizado acumulado de gerações anteriores, transmitido de geração em geração.
  • Conhecimento Científico: Objetivo e generalizado, pode ser comprovado cientificamente. Produzido a partir do estabelecimento de métodos que correspondem a objetos de estudos específicos. Suas formulações são sistemáticas, baseadas em fatos verificáveis e controláveis através de experiências, chegando a conclusões gerais objetivas.
  • Revolução Científica: Superação de crenças e dogmas religiosos relacionados aos fenômenos do mundo. Buscou-se uma explicação científica dos fatos. Galileu Galilei, personagem principal na revolução científica, defendeu teorias
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Filosofia Moral e Política: Kant, Bentham e Foucault

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Immanuel Kant: O Criticismo

A teoria de Kant é conhecida como criticismo, abrangendo a Crítica da Razão Prática (relacionada a juízos sintéticos ou a posteriori) e a Crítica da Razão Pura (relacionada a juízos analíticos ou a priori).

Juízos Analíticos (A Priori)

  • São aqueles que possuímos previamente em nossa mente, independentemente da experiência. Por exemplo, a noção de espaço e tempo são capacidades de julgamento que se desenvolvem a partir da própria razão.

Juízos Sintéticos (A Posteriori)

  • São aqueles que o indivíduo adquire através da experiência prática, aprendendo ao viver, se movimentar e agir. Ao interagir com o mundo/realidade, ele aprende com a experiência, aplicando a razão sobre fatos concretos.

Imperativo

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Deveres Morais: A Distinção de Kant e o Imperativo Categórico

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A Ética de Kant: Imperativos e a Lei Universal

Grande parte da nossa conduta é dirigida por deveres. O padrão é: temos um determinado desejo, por exemplo, ser jogadores de xadrez, ir para a faculdade de Direito, entre outros. Reconhecemos que um certo percurso nos ajudará a obter o que desejamos, como, por exemplo, estudar os jogos de Kasparov e fazer a inscrição para os exames de acesso; e por isso concluímos que devemos seguir o plano indicado. Kant chamou a isso de imperativos hipotéticos porque nos dizem o que fazer desde que tenhamos os desejos relevantes. Uma pessoa que não quisesse melhorar a sua técnica no xadrez não teria qualquer razão para estudar os jogos de Kasparov; alguém que não quisesse ir para a faculdade de

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O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke

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Assim, os seres humanos, voluntariamente, reúnem-se e, através de um pacto social, um contrato, fundam a sociedade política e civil para escaparem ao risco de insegurança e para poderem ser proprietários e livres. Os seres humanos renunciam ao julgamento em causa própria, acabando o Estado por ser criado para defender os direitos naturais (vida, liberdade e propriedade). Foi a necessidade de assegurar a proteção da vida, da liberdade e da propriedade que determinou a passagem do estado de Natureza à Sociedade Civil. É para proteger o direito natural que o ser humano dá o seu consentimento ao estado e renuncia a um outro direito natural – fazer justiça pelas suas próprias mãos.

O ser humano entrega ao Estado parte do seu ser para... Continue a ler "O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke" »

Axiologia: Valores, Juízos e Teorias

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Gabarito - Grupo I

1) A 2) D 3) C 4) D 5) D 6) A 7) B

Grupo II: Juízos de Facto e de Valor

1. Definição de Valores

Os valores são como propriedades dos objetos ou de situações.

2. Distinção entre Juízos

Juízo de facto: É uma proposição que descreve os factos ou fenómenos de uma realidade e pode ser verdadeiro ou falso. Ao descrever a realidade, pode ser verificado empiricamente por qualquer sujeito. Neste caso, todos os sujeitos têm a possibilidade de comprovar a verdade ou falsidade do juízo.

Juízo de valor: Pode ser considerado verdadeiro ou falso por quem o emite, mas não tem a pretensão de descrever objetivamente a realidade, sendo antes uma expressão da subjetividade ou de uma avaliação. Por isso, o juízo de valor é frequentemente... Continue a ler "Axiologia: Valores, Juízos e Teorias" »

Descartes: O Argumento Ontológico e a Prova de Deus

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O ponto de partida desta passagem (que se insere no contexto da Meditação VI), seguindo a demonstração da existência de Deus (na Terceira e Quinta Meditação) e a análise da essência divina (na Quarta Meditação), estabelece a legitimidade da onipotência divina e a veracidade da crença fundamental de toda filosofia racionalista: que o reino do pensamento corresponde ao reino da realidade.

Esta convicção baseia-se na definição racionalista cartesiana de substância: aquilo que pode ser concebido por si só, sem recorrer à ideia de algo mais, existe por si só e independentemente de qualquer outra coisa.

O texto é um lembrete de que, desde a Segunda Meditação, temos a certeza absoluta da existência da res cogitans por termos

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Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas

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A Ciência Clássica e a Revolução Científica

A ciência era considerada como detentora do conhecimento a partir do qual se podia atingir verdades, modelo fundamental para se ter um conhecimento objetivo sobre a realidade. Era um empreendimento puramente racional, visto que os critérios utilizados eram meramente racionais e permitiam uma visão verdadeira e objetiva da realidade.

O Modelo Dedutivo Medieval

No período medieval, o modelo de cientificidade era dedutivo (partindo de princípios evidentes e claros, era possível extrair delas consequências e bastava depois deduzir a compreensão do mundo). A ciência dominante era a de Aristóteles e negava qualquer controlo por experimentação.

O Surgimento da Ciência Moderna e o Método Experimental

O... Continue a ler "Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas" »

h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência

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Método Indutivo: Na perspetiva de Francis Bacon, parte-se do pressuposto de que a ciência tem o objetivo de estabelecer leis. Em função deste objetivo, o cientista deve observar os fenómenos e realizar uma enumeração exaustiva das suas manifestações. Os resultados que daqui emergem são depois sujeitos a testes experimentais.

Método Hipotético-Dedutivo: De que Galileu é um precursor e Popper um herdeiro, pressupõe, na sua forma mais simples, uma hipótese como ponto de partida, a partir da qual se deduzem certas consequências, que depois são testadas (no caso de Galileu para verificar a hipótese, no caso de Popper para falsificá-la).

Perspetiva do método científico/experimental: Em primeiro lugar, acredita-se, erradamente,... Continue a ler "h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência" »