O que é a Austeridade: Conceitos, Impactos e Alternativas

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Definição e Objetivos da Austeridade

A austeridade significa, em rigor teórico, o controlo das despesas. Uma política de austeridade torna-se necessária quando o nível de dívida pública é considerado insustentável, bem como quando o défice é considerado excessivo. Podemos definir políticas de austeridade como uma forma de deflação voluntária (aumento do valor real da moeda), em que se ajusta a economia através de cortes nos salários e na despesa pública, tendo como objetivo a recuperação da competitividade.

Nesta sede, apesar dos efeitos recessivos na economia, a implementação destas medidas visa restabelecer a confiança nos negócios, renovando a credibilidade do país, suprindo o Estado o efeito de crowding out e evitando o aumento da dívida pública. A austeridade implica o restabelecimento das condições de competitividade através da desvalorização salarial e de medidas fiscais aplicadas ao setor não transacionável, visando a reorientação da estrutura produtiva e o aumento da capacidade exportadora.

A Perspetiva do FMI

No seio do FMI, a posição diverge: os problemas da austeridade respeitam ao curto prazo, pois é onde os efeitos recessivos são visíveis. O ajustamento orçamental afeta o crescimento económico em dois sentidos:

  • Contribui positivamente para a sustentabilidade orçamental;
  • O ajustamento afeta negativamente a procura agregada.

Conclusão

As medidas de austeridade favorecem o desemprego elevado e persistente, bem como a espiral recessiva, recomendando-se, por vezes, o inverso: a promoção do incremento da despesa pública.

Alternativas à Austeridade

Existindo restrições impostas pelo BCE em sede de política monetária, resta ao Estado reorientar a estrutura produtiva do país para aumentar a capacidade exportadora da economia. Outras alternativas incluem:

  1. Que o Banco Central permita o investimento e o empréstimo aos Estados;
  2. Que a Comissão Europeia coloque fundos não utilizados ao dispor de Estados em dificuldades;
  3. Emissão de eurobonds como forma de financiamento da despesa;
  4. Repúdio da dívida;
  5. Reestruturação da dívida.

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