Blocos Regionais e Integração Económica Mundial
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Os blocos regionais e os processos de integração
Uma das principais características da economia mundial dos últimos anos refere-se à progressiva integração dos países em blocos regionais, em que a União Europeia constitui o exemplo mais avançado. A integração económica consiste na eliminação progressiva das fronteiras económicas entre países. Numa primeira fase, eliminam-se as quotas e tarifas e, numa segunda fase, procura-se estabelecer mecanismos de cooperação (como, por exemplo, a moeda única). Os blocos regionais têm, assim, como objetivo a integração económica ou social.
A integração económica começa por seguir interesses políticos: a CEE nasceu em 1958 para evitar a confrontação histórica entre países da Europa Ocidental, nomeadamente França e Alemanha, mas também como resposta à ameaça da URSS.
Um conjunto de países acorda entre si reduções aduaneiras e vantagens comerciais que não aplicam a países terceiros, com vista a aumentar o comércio na comunidade. Estes são chamados acordos preferenciais, sendo o mais conhecido o da área da Commonwealth entre o Reino Unido e as colónias — uma associação de 53 estados que serve as suas populações na procura de um entendimento comum e na promoção da paz mundial.
Estes blocos regionais podem assumir as seguintes formas:
- Zona de Comércio Livre: permite a livre circulação de mercadorias específicas através da eliminação de obstáculos aduaneiros;
- União Aduaneira: permite a livre circulação de qualquer mercadoria e procura eliminar os complexos problemas de definição das regras de origem, garantindo a proteção do espaço aduaneiro da União relativamente a países terceiros mediante uma pauta aduaneira comum;
- Mercado Comum: pressupõe uma união aduaneira e ainda a adoção de políticas comuns;
- União Económica: onde há uma supressão de quaisquer restrições ao movimento de mercadorias e fatores de produção, além de uma harmonização de políticas económicas;
- Integração Económica Total: união monetária e união política, com a criação de políticas comuns e instituições políticas como o Banco Central.