Ciclo Biológico do Plasmodium sp. no Humano e no Mosquito
Ciclo do Plasmodium sp.
Em humanos:
Fase Exo-eritrocítica: Durante um repasto sanguíneo infectante, esporozoítos são inoculados sob a pele do hospedeiro pelo mosquito do gênero Anopheles (inseto vetor), permanecendo na circulação por pouco tempo. Estes migram por várias células antes de se desenvolverem no hepatócito, gerando uma infecção com consequente formação de um vacúolo parasitóforo. Após invadir o hepatócito, os esporozoítos se diferenciam em trofozoítos pré-eritrocíticos que se multiplicam por esquizogonia, dando origem aos esquizontes teciduais e, posteriormente, a milhares de merozoítos que invadirão os eritrócitos.
Fase eritrocítica: Após invadir os eritrócitos, os merozoítos transformam-se em trofozoítos jovens e, posteriormente, em trofozoítos maduros. O desenvolvimento intra-eritrocítico do parasito se dá por esquizogonia, com consequente formação de esquizontes, dando origem aos merozoítos que invadirão novos eritrócitos. Depois de algumas gerações de merozoítos sanguíneos, ocorre a diferenciação em estágios sexuados, os gametócitos, que não se dividem e que seguirão seu desenvolvimento no mosquito vetor.
No vetor:
Durante um repasto sanguíneo, a fêmea do Anopheles ingere as formas sanguíneas do parasito, mas somente os gametócitos serão capazes de evoluir no inseto, dando origem ao ciclo sexuado ou esporogônico. No intestino médio do mosquito, fatores como temperatura inferior a 30 °C e aumento do pH por diminuição de pressão de CO₂, estimulam o processo de gametogênese. O gametócito masculino, por exflagelação, dá origem a 8 microgametas e o gametócito feminino transforma-se em macrogameta. Cada microgameta fecundará um macrogameta, formando o ovo ou zigoto que é móvel e atinge a parede do intestino médio, encistando-se na camada epitelial do órgão, passando a ser chamado oocisto. Inicia-se, então, o processo de divisão esporogônica e, após a ruptura da parede do oocisto, os esporozoítos formados são liberados e atingirão as células das glândulas salivares do mosquito através da hemolinfa.
Hemozoína:
Após o término da esquizogonia e o rompimento das hemácias parasitadas, o pigmento malárico (hemozoína) acumulado no citoplasma do eritrócito é liberado no plasma e, posteriormente, fagocitado pelas células de Kupffer no fígado ou pelos macrófagos do baço e de outros órgãos.