Conceitos Fundamentais da Filosofia: Platão a Aquino

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XIV - Análise da Alegoria da Caverna de Platão

Acredito que as correntes sejam as ferramentas ou doutrinas que nos impedem de buscar novos conhecimentos; assim, cada um cria sua caverna, seu mundo próprio. As sombras são as verdades que acreditamos, baseadas nos conhecimentos que as correntes nos proporcionam. As sombras são a nossa interpretação do que nos impõem como verdade.

Ao nos libertarmos das correntes e adquirirmos novos conhecimentos, nunca mais acreditaremos nas “verdades” impostas. Porém, se tentarmos libertar os outros que ainda não possuem esses "novos conhecimentos", seremos tratados como loucos, uma verdadeira ameaça ao mundo deles.

XV - Conceitos Aristotélicos: Ato, Potência, Essência e Acidente

Ato e potência são apontados pelo filósofo como modos de ser divergentes. Quando algo é em ato, a coisa existe concretamente, possui existência real. O ser em potência refere-se a algo que tem a capacidade de realizar sua existência, uma possibilidade, embora não de modo necessário.

A essência é o que dá identidade a um ser, sem a qual ele não pode ser reconhecido como tal (por exemplo: um livro sem informações estruturadas não pode ser considerado um livro, pois o conteúdo é o que permite identificá-lo como "livro" e não como "caderno"). O acidente é algo inerente ou não ao ser, mas que não o descaracteriza por sua falta (o tamanho ou a cor de uma flor, por exemplo, são acidentes, pois não deixam de ser flor por essas variações).

XVI - O Conhecimento pelas Causas em Aristóteles

Aristóteles define a ciência como conhecimento verdadeiro, pelas causas, superando opiniões e compreendendo a natureza da mudança. As quatro causas são:

  • Causa formal: essência inteligível determinante da coisa;
  • Causa material: a matéria da qual algo é feito;
  • Causa eficiente: o agente que produz a coisa;
  • Causa final: a finalidade pela qual a coisa existe.

XIX - A Teoria da Iluminação Divina de Santo Agostinho

Agostinho afasta-se de Platão ao entender a percepção da alma não como reminiscência, mas como irradiação divina no presente. A alma não passa por uma existência anterior; existe uma luz eterna da razão que procede de Deus, possibilitando o conhecimento das verdades eternas. Assim como objetos só são vistos sob a luz do sol, as verdades da sabedoria precisam da luz divina para se tornarem inteligíveis.

Sobre a salvação, Agostinho enfatiza a graça de Deus, vinculada à Igreja Católica e seus sacramentos, sendo o batismo e a eucaristia os sacramentos por excelência.

XX - As Vias de Santo Tomás de Aquino

As duas vias selecionadas para provar a existência de Deus são:

  1. Primeiro motor imóvel: Supõe a existência do movimento. Um ser não move a si mesmo; se retroagirmos ao infinito, não explicamos o movimento sem um primeiro motor que move todos os outros.
  2. Graus de perfeição: Comparações são constatadas a partir de um máximo (ótimo) que contém o verdadeiro ser; o "mais ou menos" só existe em referência a um grau máximo.

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