Conceitos Fundamentais de Marx: Luta de Classes e Capital
Luta de Classes
As classes em oposição atingem um ponto de resistência, impulsionadas principalmente por questões econômicas que exigem mudança e evolução. A história é definida pela relação entre quem detém os meios de produção e quem vende a força de trabalho.
- Contexto atual: Professores também compõem o proletariado, exercendo força de trabalho intelectual.
- Exército industrial de reserva: Pessoas que possuem força de trabalho, mas não encontram compradores. Para Marx, essa massa tem a função de manter os salários baixos (ex: estágios não remunerados ou com baixa remuneração).
A superação da luta de classes ocorre com a transição para o comunismo.
Capital e a Mais-valia
Crítica ao sistema capitalista baseada na distinção entre:
- Valor de uso: A utilidade real do produto.
- Valor de troca: Valor relativo, determinado pela quantidade de trabalho necessária para a produção.
O problema surge quando o valor de uso é alto e o valor de troca é baixo. A força de trabalho é o único elemento que, além de possuir valor de uso, produz valor adicional.
Mais-valia: Refere-se ao trabalho não remunerado. Se um trabalhador cumpre uma jornada de 12 horas, mas apenas 6 horas são necessárias para cobrir seus custos de manutenção, as 6 horas excedentes constituem a mais-valia, que vai além do lucro necessário.
Comunismo e a Ditadura do Proletariado
O capitalismo é visto como uma etapa necessária no processo histórico. O comunismo, segundo a teoria, deve ser aceito globalmente para ser efetivo.
- Ditadura do Proletariado: Etapa intermediária (socialismo) onde a propriedade privada é abolida e os meios de produção passam para as mãos do Estado, representando a maioria da sociedade.
- O salto à liberdade: O objetivo final após a transição estatal.
- Desafios: A economia planificada, gerida pelo Estado conforme as necessidades, enfrentou dificuldades práticas, resultando frequentemente na formação de uma nova classe dominante.