Crise do Feudalismo e Reformas Religiosas: Um Resumo
Crise do Feudalismo
- Político: O poder era descentralizado, com senhores feudais definindo preços, pesos e leis. Posteriormente, o poder tornou-se centralizado (soberania estatal), dando origem aos Estados Nacionais.
- Economia: Com o crescimento populacional, a demanda por alimentos superou a oferta, e a agricultura perdeu espaço para a economia de mercado (comercial).
Reformas Religiosas
Anglicanismo
O Anglicanismo surgiu como um cisma da Igreja Católica. O Rei Henrique VIII forçou os bispos ingleses a jurarem-lhe fidelidade como Chefe da Igreja para anular seu casamento com Catarina de Aragão e casar-se com Ana Bolena. O contexto envolvia tensões políticas, com o Papa sob influência de Carlos V e pressões internas por reformas protestantes.
Luteranismo
A primeira reforma foi iniciada pelo monge alemão Martinho Lutero, em revolta contra práticas da Igreja Católica, como a venda de indulgências. Em suas 95 teses, pregava que a salvação ocorria pela fé, condenava o culto às imagens e aboliu o celibato.
Calvinismo
Iniciada por João Calvino, a reforma calvinista divergiu do luteranismo ao pregar que a salvação era alcançada pelo trabalho justo e honesto — atraindo a burguesia — e pela tese da predestinação.
Contrarreforma Católica
Foi a reação da Igreja Católica à perda de fiéis, definida no Concílio de Trento. Seus principais pontos incluíram a catequização na América, a recriação do Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) e a criação do Index Librorum Prohibitorum (índice de livros proibidos) para conter ideias protestantes.
A Venda de Indulgências
A venda de indulgências gerou críticas internas, visto que o objetivo principal era a arrecadação de fundos para a construção de grandes catedrais.