Desenvolvimento Psíquico, Identidade e o Amor em Fromm
O Desenvolvimento Psíquico e a Formação da Identidade
Na fase inicial, a mistura entre o corpo do bebê e o ambiente cria um momento simbiótico, onde a criança não se percebe como um ser distinto da mãe. Nesse estágio, a mãe atua como fonte de calma e proteção. O processo de individuação é gradual, permitindo que a criança diferencie sua imagem da dos outros e dos objetos ao seu redor. Conforme Piaget, é no corpo que se estabelece a relação entre o mundo interno e o externo.
A Fase do Espelho e a Consciência Corporal
À medida que o bebê amadurece, ele passa a reconhecer imagens exteroceptivas através do chamado estádio do espelho. Inicialmente, a criança não compreende a relação entre a imagem e o objeto real, tratando-os como realidades independentes. Para alcançar a consciência corporal, o bebê precisa desenvolver a capacidade simbólica, diferenciando a imagem da aparência da realidade vivida pelo próprio corpo.
Identidade Sexual e Contemporaneidade
Segundo Obiols, a ambiguidade sexual é uma característica marcante do nosso tempo, manifestando-se frequentemente no campo artístico. Historicamente, o modelo heterossexual foi o padrão difundido pelos meios de comunicação de massa. Contudo, a clareza sobre a identidade sexual, antes esperada como um marco da vida adulta, tornou-se mais fluida e complexa.
O Amor como Resposta à Existência Humana
Para o psicólogo Erich Fromm, o amor é a resposta fundamental para o problema da existência humana. Amar está intrinsecamente ligado ao sentimento de solidão e à angústia gerada pela separação entre os seres humanos. O indivíduo busca constantemente superar essa angústia através da união interpessoal.
- Relação Simbiótica: Ocorre quando os indivíduos perdem sua identidade individual ao se unirem.
- Amor Maduro: Deve conservar a individualidade de cada um.
Portanto, o amor é um paradoxo: é a união com o ser amado, mantendo, simultaneamente, a identidade própria. Como afirma Fromm, o amor é um ato ativo de dar, que não deve significar a negligência dos desejos e da essência de cada indivíduo.