Entenda o Materialismo Histórico e a Alienação do Trabalho
1. Alienação do Trabalho
Quem detém os meios de produção são as pessoas que compram a força de trabalho. O trabalhador não possui nada para vender, salvo sua própria força de trabalho. Da alienação do trabalho derivam outras formas de alienação, pois esta baseia-se na relação econômica. O processo ocorre através de uma dialética: tese (donos dos meios de produção: industriais, latifundiários) e antítese (donos da força de trabalho: operários, proletariado), que devem chegar a uma síntese (o sistema capitalista).
A alienação da força de trabalho constitui a infraestrutura, enquanto todas as outras alienações formam a superestrutura, que sustenta e garante a manutenção da infraestrutura. Daí surge a luta de classes entre a classe dominante e a classe dominada (o proletariado). A luta de classes visa eliminar a propriedade privada para alcançar o comunismo, a sociedade ideal onde não haverá mais trabalho alienado.
Em resumo: Sempre haverá uma tese (classe que detém os meios) e uma antítese (classe que vende a força de trabalho) para formar a síntese, que é o sistema de convivência daquela sociedade.
2. Materialismo Histórico
Consiste em atribuir aos fatores econômicos um peso preponderante na determinação dos acontecimentos históricos. Busca-se na história a relação entre as classes dominantes e as dominadas. A história se move segundo fatores econômicos, sendo o materialismo o seu motor.
Críticas ao modelo:
- A história sempre evolui de maneira dialética?
- Os fatores econômicos são o único motor da história?
- Como explicar revoluções de cunho religioso ou conflitos geopolíticos (ex: Palestina e Israel)?
Embora os fatores econômicos sejam fundamentais, o reducionismo a um único aspecto é frequentemente questionado.
3. Materialismo Dialético
Marx inverte a dialética tradicional ao dar ênfase ao aspecto material e às contradições de caráter econômico. O motor desse processo é a luta de classes. O método dialético baseia-se em três leis fundamentais; quando aplicado à análise política e social, denomina-se materialismo histórico.