Espirro e Congestão Nasal: Guia de Manejo Clínico

Medicina e ciências da saúde2,74 KB

As queixas de espirro e congestão nasal podem ser consideradas como problemas de saúde autolimitados ou sinais e sintomas de outras condições, como rinoconjuntivite alérgica, gripe, resfriado e sinusite, entre outros.

Quanto aos aspectos relacionados à causalidade:

  • O espirro ocorre em cerca de 50% a 70% dos casos de infecções agudas do trato respiratório superior;
  • A congestão nasal manifesta-se em mais de 80% dos casos;
  • Esses sinais e sintomas são frequentes também nas rinites.

Analisando-se o estrato etário e o gênero, as crianças que frequentam a escola têm maior prevalência desses sinais e sintomas, bem como de suas complicações. As mulheres são mais acometidas em razão da maior frequência de contato com crianças.

1. Acolhimento do Paciente

A finalidade do acolhimento é identificar situações que requerem a intervenção do farmacêutico ou a necessidade de atendimento rápido do paciente por outro profissional ou serviço de saúde.

2. Anamnese Farmacêutica e Verificação de Parâmetros Clínicos

2.1 Início, frequência e duração dos sinais e sintomas

  • Surgimento: A congestão nasal pode ser rápida ou não, conforme sua causa. No resfriado comum, associado ou não aos espirros, pode ocorrer gradualmente, exacerbando-se em até 2 a 4 dias.
  • Duração: Estas manifestações clínicas normalmente apresentam duração de 10 a 14 dias. Caso permaneçam além desse tempo, deve-se considerar a possibilidade de infecções como sinusites.
  • Rinoconjuntivite alérgica: O espirro e a congestão nasal surgem habitualmente minutos depois do contato com o alérgeno.
  • Recorrência: A ocorrência de mais que sete episódios ao ano é sugestiva da necessidade de pesquisa a respeito da ambiência (trabalho, social e familiar) do paciente, para a identificação de desencadeadores em potência destas manifestações e/ou da necessidade de encaminhamento ao médico para elucidação diagnóstica.

2.2 Características e gravidade dos sinais e sintomas

A gravidade do espirro e da congestão nasal pode sofrer influência de diversos fatores:

  • O agente causal e a idade do paciente;
  • A existência de intercorrências clínicas ou de sinais e sintomas concomitantes, como Infecções das Vias Aéreas Superiores (IVAS);
  • Rinite persistente e uso contínuo de medicamentos;
  • Tabagismo ativo ou passivo;
  • Existência de corpo estranho;
  • Poluição ambiental, agentes relacionados ao trabalho e alérgenos.

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