O Fim do Estado Novo e o Início do Período Populista

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O Fim do Estado Novo (1945)

O fim do Estado Novo (1945) está diretamente ligado à 2ª Guerra Mundial (1939-1945), que opôs dois blocos: os Aliados (Inglaterra, França, EUA e URSS), de viés democrático, contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão), de regimes nazistas e ditatoriais.

Os EUA criaram a Política de Boa Vizinhança, concedendo empréstimos ao Brasil. A FEB (Força Expedicionária Brasileira) enviou soldados ao conflito e, embora o Brasil tenha tido uma atuação destacada, cerca de 500 soldados não retornaram. A participação brasileira na guerra, combatendo o nazismo, gerou na população um forte desejo por democratização, o que contrastava com a política interna de Vargas.

Percebendo essa pressão, Vargas convocou eleições em 1945 e permitiu a criação de novos partidos:

  • UDN (União Democrática Nacional): Formada pela elite insatisfeita com o populismo de Vargas e sua proximidade com as massas.
  • PSD (Partido Social Democrático) e PTB (Partido Trabalhista Brasileiro): Criados por Vargas para manter sua base de apoio.

Vargas manobrou para se manter no poder, incentivando sindicatos a realizarem manifestações. Surgiu então o Queremismo, cujo lema era "Queremos Getúlio". O movimento visava pressionar a oposição, mas não obteve o efeito esperado. Logo após o retorno dos soldados, ministros convidaram Vargas a deixar o cargo. A sua deposição em 1945 marcou o fim da Era Vargas, levando-o a candidatar-se ao Senado.

Período Populista (1946-1964)

O Período Populista foi marcado pela democracia e pela manipulação dos anseios populares. A UDN buscava o fim da ditadura em prol de um regime democrático, enquanto a elite defendia o liberalismo econômico, visando a integração do Brasil à economia internacional. Essa elite mantinha uma postura anti-trabalhista, priorizando o desenvolvimento macroeconômico em detrimento das demandas populares.

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