Estilo Internacional e o Modernismo Brasileiro na Arquitetura
Estilo Internacional
CIAM – Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (1928 a 1956)
Obras Expostas
- Villa Savoye – Le Corbusier
- Pavilhão de Barcelona – Mies Van der Rohe
- Casa Tugendhat (adaptação do Pavilhão a um programa residencial) – Mies Van der Rohe
Princípios Formais Básicos do Estilo Internacional
- Arquitetura como volume (e não como massa) – jogo dinâmico dos volumes.
- Predomínio da regularidade na composição, substituindo a simetria axial acadêmica.
- Ausência de decoração – ênfase na perfeição técnica, no detalhe construtivo e arquitetônico.
O cânone estabelecido pela exposição definia uma arquitetura cúbica, lisa, de fachadas brancas ou superfícies de metal e vidro, baseada em argumentos funcionalistas e simples.
Exemplos Notáveis
- Seagram Building (Mies van der Rohe, Nova York, 1954-58)
- Casa de Vidro (Philip Johnson, Connecticut, 1949-51)
- Plano Piloto de Brasília (Lúcio Costa, Brasília, 1956-63)
Team 10
Grupo que debatia questões sobre modernização, o Estado e a sociedade de consumo, bem como o papel do arquiteto.
Movimento Moderno no Brasil: 2ª Geração
- 1927: Casa do arquiteto em Vila Mariana – primeira residência modernista no Brasil.
- Volumes e linhas puras. Rejeição do ornamento supérfluo.
- 1930: Casa modernista na Rua Itápolis; A Casa Modernista.
“A beleza da fachada tem que resultar da racionalidade do plano da disposição interior, como a forma da máquina é determinada pelo mecanismo que é a sua alma.”
Panorama Político e Social do Brasil
- Crise de 1929 (Queda da bolsa de Nova York).
- Crise da economia cafeeira, que acelera o processo de industrialização e urbanização do Brasil.
- Revolução de 30: ascensão de Getúlio Vargas ao poder.
- Modernização da sociedade brasileira.
- Retirada do poder das mãos das oligarquias rurais.
- Aumento da industrialização e urbanização do país.
A Escola Carioca e o Brazilian Style
Trata-se originalmente da obra produzida por um grupo radicado no Rio de Janeiro que, com a liderança intelectual de Lúcio Costa e formal de Oscar Niemeyer, cria um estilo nacional de arquitetura moderna: uma espécie de brazilian style. Este estilo se dissemina pelo país entre os anos 1940 e 1950, contrapondo-se ao international style, hegemônico até os anos 1930.
Ministério da Educação e Saúde (1937-1943), RJ
- Prédio em monobloco: solução mais adequada.
- Edifício sobre pilotis (com 10m de pé-direito) e pátio central.
- Horizontalidade predominante.
- Vista para a baía.
- Sem paredes internas: divisórias simples e a meia altura (fáceis de modificar quando necessário).
- Uma fachada com vidro e outra com lâminas horizontais móveis (para regularizar a temperatura).
- Painéis de Candido Portinari.
O Conjunto Arquitetônico da Pampulha
Cassino (1942)
Composição baseada no jogo de contrastes entre superfícies. Justaposição e interpenetração de volumes ao mesmo tempo fundidos e nitidamente individualizados. A curva como contraponto. Jogo de luz e sombra.
Igreja: Capela de São Francisco de Assis (1943)
- Inovação ao abandonar a estrutura independente, constituída por lajes de concreto armado apoiadas sobre pilares.
- Utilização de abóbadas parabólicas autoportantes, decorrentes dos progressos da técnica moderna.
- Exploração plástica das possibilidades do concreto.
- Pequena e fora dos padrões vigentes.
- Estrutura em forma de abóbada parabólica de concreto armado, que permite a construção das paredes e teto em um único elemento.
- Painéis de azulejos de Candido Portinari em tons de azuis com imagem de São Francisco de Assis no lado externo e painéis no confessionário, batistério, coro, púlpito e nas bancadas laterais, abrigando a Via Sacra em catorze painéis.
Iate Clube (1942) - Oscar Niemeyer
Forma de barco de linhas duras que se lança pelo espelho d'água. O paisagista Roberto Burle Marx deu o tom colorido ao Iate, sendo responsável pelo jardim e pelo painel “O Esporte”.
“O clube faz parte do plano geral da Pampulha, ao qual se harmoniza plasticamente debruçando-se sobre a represa.”