Estudo de Deus: Teologia, Ontologia e o Problema da Existência
O Estudo de Deus e a Teologia
Encontramos um conceito de grande importância: Deus. Para muitos, Deus aparece como uma evidência em consciência. As religiões místicas dizem que todos têm uma experiência direta de Deus. Para as pessoas religiosas, a crença em Deus constitui o fundamento pessoal do seu mundo. Deus é o poder supremo que cria tudo do nada e sustenta as outras criações.
Para o Cristianismo, Deus é um ser pessoal. Para o Budismo, é um ser impessoal.
Teologia (do grego theos ["Deus"] e logos ["ciência"]) é a ciência de Deus. A Teologia distingue-se em:
- Teologia Sobrenatural: Baseada em experiências ou revelações.
- Teologia Natural: Baseada apenas na razão, e não na filosofia.
A Ontologia, uma parte da Teologia Natural, tem como objetivos:
- Descobrir se Deus existe, ou seja, se a evidência clara que muitas pessoas têm é apenas uma parte autobiográfica da sua filosofia ou se pode ser considerada uma verdade universalmente verificável.
- Estudar que tipo de ser é Deus, caso a sua existência real seja provada.
O Problema da Existência de Deus e as Posições Filosóficas
O problema da existência de Deus pode tomar as seguintes posições:
- O Ateísmo: A negação da existência de Deus.
- O Teísmo: A afirmação da existência de Deus.
- O Panteísmo: A identificação da realidade com Deus (Deus é tudo).
- O Agnosticismo: A incapacidade de saber algo certo sobre a existência ou não de Deus.
Os testes tradicionais da existência de Deus baseiam-se em três argumentos principais:
1. Argumento da Causalidade (As Cinco Vias de Tomás de Aquino)
O princípio subjacente à causalidade leva a cinco vias (direções) que, segundo Tomás de Aquino, demonstram a existência de Deus. Tudo o que se move é movido por outro, até se chegar a uma causa sem causa, e é isso que chamamos Deus. O problema desses argumentos é que eles usam o princípio da causalidade para mostrar a existência de uma exceção à causalidade.
2. Argumento Ontológico
Os argumentos ontológicos baseiam-se na ideia de Deus. Segundo os proponentes, se pensarmos no conceito de Deus, estamos pensando 'naquilo que não podemos pensar em nada maior'. Se pensarmos que Ele não existe, caímos numa contradição. Pensaríamos que há algo que podemos pensar que é maior do que aquilo que pensamos, o que não seria tão grande quanto pensamos. Este argumento teve grande influência, mas não é válido, pois não sai do pensamento e silencia sobre o mundo real.
3. Argumento da Lei Moral (Kant)
Segundo Kant, a existência da lei moral leva à conclusão da existência de Deus, pois Ele é o guardião e distribuidor da Justiça. Este último argumento é inválido porque parte da existência da lei moral, tomando Deus como um dado, e assim mostra o que se quer provar.