Ética e Axiologia: Subjetivismo e Objetivismo

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Valores e Axiologia

  • Valores: Uma análise da ética envolve o interesse em valores morais como: justiça, honestidade, fidelidade, mansidão, etc.
  • A Axiologia: Preocupa-se com o estudo dos valores, buscando encontrar o seu significado ou essência.
  • Regras Morais: Todas as regras morais formam opiniões ou ideias que nos permitem formular o conceito do que é bom ou ruim.

Juízos de Valor

Os juízos de valor dizem-nos se um ato está de acordo com as normas ou regras que nos governam na vida social.

Exemplo de juízo de valor: "João está certo".

O valor envolvido é a lei; os juízos morais só podem ter uma implicação moral.

A Função dos Valores

  • Os valores servem de guia para a vida humana.
  • Dão sentido à vida individual e social.
  • Não se pode imaginar uma vida sem ideais, sem uma tabela de valores que a sustente.
  • Vivemos por juízos de valor diariamente.
  • Julgamentos de valor só podem ter uma implicação moral.

O Problema da Existência do Valor

Este problema questiona: Onde estão os valores? Que tipo de vida eles têm? Qual é a sua natureza?

Há um consenso de que os valores existem, mas há divergências na maneira de vivê-los. Existem duas vertentes principais para explicar a existência de valores:

1. Corrente Subjetivista dos Valores

Afirma que os valores são o resultado de reações individuais e coletivas. De acordo com esta corrente, os valores não existem em si e por si, mas são criações da mente humana. O que torna uma coisa valiosa é o desejo ou interesse individual.

Teoria Subjetivista dos Valores:

  • Discrepância: É difícil chegar a um acordo político, ético ou religioso. Muitas vezes as pessoas discordam, como no exemplo do aborto ou da legalização do consumo.
  • Constituição Biológica: O valor estético de uma pintura depende de termos olhos. Os valores estão sujeitos à constituição biológica dos homens.
  • Interesse: As coisas têm valor na medida em que se lhes confere interesse. Por exemplo: onde está o valor em selos?
  • Historicidade: A relatividade dos valores deve-se ao seu caráter histórico. Os valores estão incluídos no sujeito.

2. Corrente Objetivista dos Valores

Opõe-se ao subjetivismo, sustentando que os valores dependem do objeto; o sujeito apenas os capta. Reconhece que a avaliação é subjetiva, mas isso não significa que o valor o seja. Assim como a percepção é subjetiva, mas não o objeto que se percebe.

Teses Fundamentais do Objetivismo:

  • "Há valores em si e não por mim" (independentes do sujeito).
  • Os valores estão acima do tempo (valem aqui e ali, ontem, hoje e sempre); são extraterritoriais e a-históricos.

Análise Comparativa: Objetivismo vs. Subjetivismo

Objetivismo de Valores

Suas Realizações: Tenta encontrar um alvo e valores de referência firmes, dando-lhes universalidade. Admite a existência de um valor de verdade, independentemente dos acordos resultantes da variedade de sujeitos. Portanto, fornece uma base estável para a ética.

Suas Limitações: Ao colocar a fonte de valores em um mundo transempírico, platônico e humano-supraeterno, invariavelmente separa o conteúdo da realidade concreta em que os homens agem. Não percebe a mudança e evolução dos valores na sociedade e não leva em conta a diversidade cultural.

Valores Subjetivos
Suas RealizaçõesAs Suas Limitações
  • Coloca os valores em relação direta com os seres humanos, suas necessidades e interesses.
  • Conecta projetos com a vida humana, histórica e concreta.
  • Envolve seres humanos na criação de valores ao negar a existência metafísica destes.
  • Os valores acabam dependendo de variáveis como desejos, gostos e aspirações subjetivas, por vezes extravagantes.
  • Leva a um relativismo que pode ser perigoso (o "vale tudo").
  • Nas palavras de A. Camus: "Se você não acredita em nada, se nada faz sentido e se não podemos afirmar nenhum valor, tudo é possível e nada importa".