Farmácia Hospitalar, Comunitária e Industrial

Formação e orientação para o trabalho4,28 KB

Farmácia Hospitalar (FH)

A Farmácia Hospitalar é definida como uma unidade hospitalar de assistência técnico-administrativa, dirigida por um farmacêutico, integrando as atividades hospitalares e composta por farmacêuticos e técnicos de farmácia.

Funções (Res. 300/1997):

  • Seleção de medicamentos;
  • Aquisição, armazenamento e controle dos medicamentos;
  • Manipulação e produção de medicamentos e germicidas;
  • Estabelecer um sistema para garantir que os medicamentos cheguem ao paciente no horário e na dose correta;
  • Implantação de um sistema de informação sobre os medicamentos.

Áreas Essenciais:

  • Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF): Planejamento, aquisição, entrada e saída.
  • Área de Dispensação Interna: Atendimento ao paciente internado.
  • Área de Produção (Farmacotécnica): Nutrição parenteral, quimioterapia e manipulação.
  • Área Administrativa: Planejamento e treinamento de pessoal.

Farmácia Comunitária

Para assumir a responsabilidade técnica, é necessário estar inscrito no CRF, estar em dia com suas obrigações, possuir tempo disponível e conhecer a legislação que regulamenta a profissão.

Atribuições:

  • Supervisionar a aquisição de medicamentos e produtos;
  • Garantir a conservação de produtos;
  • Monitorar e registrar a temperatura ambiente e a luz;
  • Garantir que os produtos inflamáveis sejam armazenados em segurança;
  • Garantir áreas para segregar medicamentos vencidos;
  • Manter medicamentos com controle especial em armário com chave sob sua supervisão;
  • Promover treinamento inicial e contínuo;
  • Elaborar e implantar os POPs (Procedimentos Operacionais Padrão);
  • Realizar serviços farmacêuticos (aferir pressão, temperatura, etc.) obedecendo à legislação vigente (Res. 357/01 e 44/2008);
  • Avaliar a receita/prescrição do médico.

Comunicação Interpessoal

Uma das funções primordiais do farmacêutico é a orientação do paciente em todos os aspectos do medicamento que será consumido. Para isto, é fundamental que se comuniquem. A comunicação interpessoal pode ser definida como o processo pelo qual se transmitem ideias e sentimentos de uma pessoa a outra. O processo de comunicação se dá na inter-relação humana e, ao mesmo tempo, provoca novas inter-relações. Na farmácia, o emissor e o receptor são, na maioria dos casos, o farmacêutico e o paciente, respectivamente.

O primeiro é um profissional com formação e experiência; o segundo quase sempre é uma pessoa doente, com suas necessidades e condutas diferentes das de uma pessoa sã. Para que o paciente compreenda a informação, é importante:

  • Ser conciso e tentar utilizar uma linguagem simples e clara;
  • Dar a informação precisa de que o paciente necessita;
  • Não exceder-se para evitar confundi-lo, pois não é necessário demonstrar tudo o que sabe;
  • Seguir uma ordem na explicação;
  • Tentar alcançar uma velocidade adequada na exposição;
  • Tentar avaliar o grau de compreensão do paciente;
  • Evitar discursos e monólogos.

Farmacêutico na Indústria vs. Manipulação

Qual a diferença entre o farmacêutico manipular um fármaco na farmácia e na indústria? Segundo as Boas Práticas de Manipulação, apenas manipulam-se fármacos dermatológicos, via oral e dermocosméticos nas farmácias de manipulação; portanto, apenas formulações magistrais e oficinais, nunca em escala industrial. A validade dos produtos manipulados não ultrapassa 6 meses.

Na indústria, todo produto fabricado deve ter registro na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Pode-se produzir em grande escala e os produtos fabricados podem possuir validade de até 5 anos.

Atividades comuns a ambos:

  • Desenvolvimento, análise, cálculos e preparo de formulações;
  • Controle de qualidade e estabilidade de matérias-primas e do produto acabado;
  • Adequação à legislação vigente.

Baixar

PDF Word HTML