Gramática Castelhana: Sintaxe e Literatura Romântica
A Oração Simples
Uma frase simples é aquela que é formada por um único predicado (verbo flexionado). O sujeito é o elemento sobre o qual a informação é dada; é uma frase nominal (um núcleo que é um nome, mais seus complementos). O predicado é a informação dada sobre o sujeito; esta função tem uma expressão verbal (um núcleo que é um verbo, mais seus complementos).
Às vezes, o sujeito é ignorado (oculto), pois é entendido pelo contexto, porque o interlocutor sabe de quem ou do que estamos a falar ou porque ele já apareceu em um período anterior. Neste caso, falamos de sujeito elíptico.
Frases Impessoais
Exemplos: "Faz frio", "Há medo". Não há nenhum assunto sobre o qual se diz que é "frio"; não faz sentido dizer que "o tempo é frio". São frases impessoais:
- a) Com verbos de fenômenos meteorológicos: Em Londres, chove o tempo todo.
- b) Com os verbos 'ter' (no sentido de haver) e 'fazer': Há muita luz neste escritório e também faz calor.
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 11)
- c) Outras sentenças impessoais: A comida é boa neste restaurante.
O Sintagma Verbal
O Atributo
Só aparece depois de verbos de ligação (ser, estar, parecer). Sempre que temos uma cópula, sabemos que o que se segue é um atributo. Exemplo: "A irmã do namorado dela é uma bombeira" (v. policial / atributo). Para garantir a identificação correta, podemos fazer o teste de substituição por "o": "O namorado da irmã dela o é."
Complementos de Verbos Predicativos
Objeto Direto (CD)
É o elemento que sofre diretamente a ação expressa pelo verbo:
- O garçom serviu o menu aos convidados (CD).
- O cão mordeu o osso pela manhã (CD).
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 12)
O Método "Lola" para encontrar o CD
Para evitar erros na identificação do CD, o melhor é usar o método "Lola", que consiste em substituir a expressão que suspeitamos ser o complemento direto pelos pronomes lo, la, los ou las. Por exemplo:
- O cão mordeu o osso na parte da manhã. → O cão mordeu-o pela manhã.
- O garçom serviu o menu. → O garçom serviu-o.
- O escrivão ordena a roupa. → O escrivão ordena-a.
- Os jogadores premiados. → Os atores estão reunidos.
- O jardineiro poda as plantas. → O jardineiro poda-as.
O Problema do Leísmo
No entanto, na substituição, pode ocorrer o seguinte: "O cão mordeu o João um pouco mais tarde". Alguns falantes usam o pronome "le" para substituir o objeto direto (leísmo). O leísmo é o uso do pronome "le" quando o objeto direto se refere a um ser humano do sexo masculino.
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 13)
A Solução: Método para identificar o Leísmo
Quadro de pronomes para substituir um objeto direto:
- Singular Masculino: lo (ou 'le' para seres humanos).
- Plural Masculino: los.
- Feminino: la / las.
Para não errar, transforme a frase para o gênero feminino: "O cão mordeu a Marcela". Se usarmos o pronome "la", não há dúvida: é um complemento direto (CD). "O cão a mordeu."
O Objeto Indireto (CI): Definição Semântica
O objeto indireto (CI), do ponto de vista semântico, refere-se à pessoa ou coisa que se beneficia ou é prejudicada pela ação do verbo. Mas essa definição nem sempre funciona. Exemplo:
- Juan beijou apaixonadamente a Marie.
- Juan deu um beijo apaixonado na Marie.
Em ambos, "Marie" é a beneficiária, mas as funções sintáticas diferem. Por isso, não usamos apenas critérios semânticos.
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 14)
Pronominalização do Objeto Indireto
No primeiro caso, "Marie" é CD (Juan a beijou). No segundo, é CI (Juan lhe deu um beijo). O pronome "le" (lhe) é sempre utilizado para complementos indiretos, tanto para o masculino quanto para o feminino.
| Pessoa | CD | CI |
|---|---|---|
| 1ª Singular | me | me |
| 2ª Singular | te | te |
| 3ª Singular | lo / la | le (se) |
| 1ª Plural | nos | nos |
| 2ª Plural | os | os |
| 3ª Plural | los / las | les (se) |
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 15)
Repetição do Objeto Indireto
O objeto indireto é frequentemente repetido na oração: "Juan lhe deu um beijo na Marie". Seria estranho omitir o pronome em certos contextos.
CD e CI na Voz Passiva
Outro método: o objeto direto da frase ativa torna-se o sujeito paciente da frase passiva. O objeto indireto não muda de lugar nem perde a preposição:
- Ativa: Juan beijou Marie. → Passiva: Marie foi beijada por Juan.
- Ativa: Juan deu um beijo na Marie. → Passiva: Um beijo foi dado na Marie por Juan.
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 16)
Complemento de Regime Verbal (CRV)
Alguns verbos exigem uma preposição específica. Exemplo: "A empresa depende de investidores". Sem a preposição, a frase fica incorreta. Exemplos de CRV:
- Falar de política.
- Confiar na generosidade.
- Aspirar a ganhar.
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 17)
O Complemento Predicativo (CPred.)
O complemento predicativo faz parte do predicado, mas relaciona-se ao sujeito. Exemplo: "O menino estava esgotado". Como estava o menino? Esgotado. Ele concorda em gênero e número com o sujeito: "A garota estava exausta"; "Os meninos chegaram esgotados".
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 18)
Adjunto Circunstancial (CC)
O CC descreve as circunstâncias da ação (tempo, lugar, modo, companhia, instrumento):
- CC Tempo: Javier vai amanhã.
- CC Lugar: Sandra viaja para o Japão.
- CC Modo: Marta chegou muito rápido.
- CC Companhia: Marina vai cantar com a irmã.
- CC Instrumento: Sonia fez o bolo com o robô de cozinha.
O CC é um complemento dispensável; sua remoção não torna a frase gramaticalmente incorreta.
Língua Castelhana e Literatura: 4ª Unidade ESO, nº 1 (pág. 19)
O Texto Expositivo
Um texto expositivo apresenta e discute informações para torná-las conhecidas com fins informativos. Organiza-se em:
- Introdução: Apresenta brevemente o item a ser tratado.
- Desenvolvimento: Inclui a exposição do conteúdo principal, usando técnicas como argumentação e exemplificação.
- Conclusão: Recapitulação das ideias principais. Pode incluir avaliações subjetivas ou reflexões.
O Romantismo
O Romantismo reivindicou o ideal inatingível e os sentimentos. Foi um processo histórico profundo. Os escritores do século XIX eram rebeldes e liberais, mas às vezes defendiam valores tradicionais. A liberdade de expressão e a participação ativa do indivíduo eram fundamentais.
No século XVIII, a burguesia avançou economicamente sob a tirania da monarquia absoluta. As mudanças foram impulsionadas pelo Iluminismo, que promovia a razão, a experimentação científica e o senso comum. Os românticos, porém, revoltaram-se por estarem decepcionados com os resultados do Iluminismo, defendendo a subjetividade e a personalidade individual.
O interesse romântico recai sobre países exóticos, pores do sol, sonhos, ruínas e túmulos. O romantismo tradicionalista buscava nostalgia na Idade Média, valorizando a religião e o patriotismo.
O Gênio Romântico
O gênio romântico não está sujeito a regras, pois a beleza vem de sua imaginação. O escritor romântico vive a realidade através das emoções. Os personagens são frequentemente rebeldes e marginais, com uma predileção por momentos inefáveis: a noite, as tempestades e o carnaval.