Guia Completo de Auditoria e Gestão de Riscos em SST
1. O Papel das Auditorias como Ferramenta de Gestão
As auditorias são instrumentos de gestão essenciais para realizar uma revisão sistemática e independente de uma atividade ou sistema, verificando se estão em conformidade com os padrões estabelecidos.
2. Objetivos das Auditorias de Segurança e Saúde no Trabalho (SST)
- Detectar e identificar deficiências nos sistemas de gestão para promover melhorias.
- Verificar o cumprimento de todos os regulamentos em vigor.
- Avaliar a eficácia da gestão quanto ao cumprimento das políticas e objetivos da empresa.
- Verificar a eficácia das ações corretivas para sanar deficiências.
- Proteger a organização contra passivos potenciais.
3. Extensão da Auditoria
A extensão refere-se à definição das atividades, plantas ou locais a serem auditados, bem como às normas legais ou regulamentos internos aplicáveis. Esta seção deve garantir recursos suficientes para atingir os objetivos propostos.
4. Requisitos da Equipe de Auditoria
- O auditor deve ser aprovado conforme os critérios estabelecidos.
- Deve manter independência máxima em relação às áreas auditadas.
- Deve possuir conhecimento, experiência e familiaridade com as áreas auditadas.
- Deve ter formação adequada e experiência em auditoria.
- Podem ser auditores internos (da própria empresa) ou externos.
5. Metodologia de Auditoria
- Reunião inicial: Com o gerente (auditoria externa) ou entrevista com selecionados (auditoria interna).
- Coleta de informações: Comparação com a legislação e o sistema de gestão (identificação de pontos fortes e fracos).
- Avaliação de conformidade: Identificação de desvios em relação às normas.
- Relatório de resultados: Compartilhamento dos achados em reunião final com os funcionários.
6. Classificação de Não Conformidades
- Categoria 1: Fracasso total nos procedimentos aplicáveis.
- Categoria 2: Fracasso completo em seções ou exigências específicas.
- Categoria 3: Desempenho deficiente sob as regras e procedimentos.
7. Responsabilidades do Líder da Equipe de Auditoria
- Confirmar e definir o âmbito da auditoria.
- Verificar o calendário de reuniões.
- Coletar e distribuir informações relevantes.
- Analisar a legislação, regras e políticas da planta.
- Realizar visita prévia às instalações, se necessário.
- Disponibilizar protocolos ou listas de verificação.
- Preparar documentos para a auditoria.
- Identificar e confirmar o programa com a equipe e a empresa.
8. Não Conformidades no Sistema de Gestão de Risco
Correspondem a acidentes, incidentes, violações ou desvios dos requisitos de segurança, higiene industrial e saúde ocupacional definidos em legislação ou regulamentos internos.
9. Não Conformidades na Fabricação e Produção
- Acidentes e quase acidentes.
- Desvios identificados em técnicas de prevenção (estudos, observações, etc.).
- Acidentes de trânsito no transporte de mercadorias perigosas e falta de documentação de segurança.
10. Ações Corretivas e Preventivas
- Implementação: Toda ação deve ter um responsável e uma data de execução definida.
- Documentação e Registro: Deve-se manter registros paralelos aos de qualidade e meio ambiente para evitar redundâncias ou falhas.
11. Indicadores Reativos e Preventivos
- Indicadores Reativos: Derivados de fatos ocorridos, como acidentes, doenças ocupacionais ou falhas no sistema.
- Indicadores Preventivos: Representam esforços para eliminar riscos e garantir o cumprimento dos requisitos do sistema.
12. Exemplos de Indicadores
- Reativos: Taxa de gravidade, taxa de frequência de acidentes, taxa de perda.
- Preventivos: Índice de intenções, índice de intensidade, índice de acompanhamento, conformidade de metas.
13. Custos da Segurança
Incluem recursos dedicados a investimentos em saúde e segurança, custos fixos, custos por acidentes (perdas), proteção contra atos antissociais, apólices de seguro e subsídios recebidos.
14. Elementos de um Sistema de Gestão de SSO
É a parte da organização que gerencia os riscos de Segurança e Saúde Ocupacional (SSO). Elementos: (a) Requisitos gerais, (b) Política de SSO, (c) Planejamento, (d) Implementação e operação, (e) Verificação e ação corretiva, (f) Revisão pela gerência.
15. Política de Segurança
Deve ser definida pela alta gerência, ser adequada à natureza dos riscos, incluir o compromisso com a melhoria contínua e o cumprimento da legislação, além de ser documentada e mantida.
16. Metodologia de Identificação de Perigos
Deve definir escopo e cronograma, classificar riscos, ser consistente com a experiência operacional, fornecer informações para treinamento e definir controles de monitoramento.
18. Consequências de um Evento
- Natureza e quantidade de energia liberada.
- Natureza e quantidade de substâncias perigosas.
- Existência de outros riscos (sinergia).
- Capacidade de resposta pós-acidente.
- Condições meteorológicas e ambientais.
- Número de pessoas expostas e vulnerabilidade.
20. Definição de Metas
Devem considerar requisitos legais, perigos e riscos, opções tecnológicas, financeiras e operacionais, além das estratégias das partes interessadas.
21. Objetivos de Melhoria Contínua
- Objetivos Proativos: Aplicam-se a medidas de controle de risco ou prevenção (ex: monitoramento de técnicas de S&SO).
- Objetivos Reativos: Aplicam-se a medidas corretivas baseadas em parâmetros de desempenho (incidentes, acidentes, etc.).
22. Características dos Objetivos
Devem ser compatíveis com a política, coerentes com a organização, escritos para comunicação, alcançáveis em prazos definidos, desafiadores e mensuráveis.
23. Fases da Gestão de Risco
Identificação do perigo, avaliação de riscos, seleção de medidas preventivas, implementação e verificação da eficácia.
24. Benefícios da Análise de Risco
- Melhor performance nos negócios.
- Priorização de riscos e otimização de custos.
- Apoio na orientação estratégica.
- Compreensão comum dos riscos.
- Aumento da confiança dos stakeholders.
25. Inventário de Tarefas Críticas
Desenvolvido em duas fases: subdividir ocupações em tarefas e identificar quais são críticas.
26. Conceitos de Criticidade
- Setor Crítico: Área com alto potencial de perda para pessoal e bens.
- Equipamento Crítico: Equipamento que, se falhar ou for operado incorretamente, causa grandes perdas ou lesões.
27. Inventário de Áreas e Equipamentos Críticos
Dividir o espaço físico em componentes e listar equipamentos, estabelecendo o nível de criticidade de cada um.
28. Dicas para Inventários
- Utilizar formulários adequados.
- Subdividir o espaço conforme o risco.
- Listar condições inseguras.
- Ordenar por níveis de criticidade.
29. Probabilidade Média de Ocorrência de Perda
Média aritmética das probabilidades de ocorrência associadas a condições ou ações sub-standard em áreas ou equipamentos.
30. Definições
- Tarefa: Sequência de etapas para alcançar um resultado profissional.
- Tarefa Crítica: Atividade que, sob certas condições, pode causar perdas graves.
Alternativas Selecionadas
- c) Quanto maior for o risco associado.
- c) Danos causados a pessoas e bens.
- c) Pessoas.
- c) A eficácia das despesas para a ação proposta.
- a) Em vários métodos alternativos de controle.
- c) Apenas 1, 2 e 3.
- c) Indica que a redução do risco é tão pequena que o gasto não se justifica.
- d) Escala de proximidade da ocorrência.
- b) Apenas 1 e 3.