Guia de Procedimentos no Processo Penal Brasileiro

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11 – O que se deve entender por procedimento?

Mera sequência de atos processuais, ordenadamente encadeados, vistos da perspectiva externa, sem qualquer preocupação com o seu destino.

12 – Quais as espécies de procedimento?

  • O procedimento comum;
  • O procedimento especial.

13 – Quando deve ser adotado o procedimento comum ordinário?

O procedimento comum ordinário é o rito padrão utilizado no Processo Penal. Possui as seguintes fases:

  1. Oferecimento da denúncia ou queixa. Recebimento ou rejeição pelo juiz;
  2. Citação do réu;
  3. Resposta à acusação;
  4. Absolvição sumária (art. 397, CPP);
  5. Audiência de instrução e julgamento.

14 – Quando deve ser adotado o procedimento comum sumário?

  • Ordinário: aplicável para os crimes com pena máxima igual ou superior a 04 anos.
  • Sumário: aplicável para os crimes com pena máxima inferior a 04 anos.

15 – Quando deve ser adotado o procedimento comum sumaríssimo?

Sumaríssimo: aplicável para os crimes de menor potencial ofensivo da Lei 9.099/95 (pena máxima não superior a 02 anos) ou contravenções penais.

17 – Quantas testemunhas podem ser arroladas no procedimento comum ordinário?

Neste procedimento, as partes poderão arrolar até 8 testemunhas.

18 – Quantas testemunhas podem ser arroladas no procedimento comum sumário?

O procedimento será sumário quando a pena em abstrato for superior a 2 anos e inferior a 4 anos. Aqui podem ser arroladas até 5 testemunhas.

19 – Quais são as hipóteses de rejeição liminar da denúncia?

  • a) Inépcia da peça acusatória: a denúncia ou a queixa não obedecem aos requisitos legais do artigo 41.
  • b) Ausência de pressuposto processual (de existência ou de validade) ou de condição da ação.
  • c) Ausência de justa causa para a ação penal: justa causa é a existência de lastro probatório mínimo indispensável para o início de um processo criminal, demonstrando a viabilidade da demanda.

21 – Quais são as hipóteses de absolvição sumária?

A absolvição sumária no procedimento comum ocorre nas seguintes hipóteses:

  • a) Existência manifesta de causa excludente da ilicitude;
  • b) Existência manifesta de causa excludente da culpabilidade, salvo inimputabilidade.

23 – Quais os prazos para apresentação de alegações finais em audiência?

O juiz poderá, considerada a complexidade do caso ou o número de acusados, conceder às partes o prazo de 5 (cinco) dias sucessivamente para a apresentação de memoriais. Nesse caso, terá o prazo de 10 (dez) dias para proferir a sentença.

24 – Quais os prazos para apresentação de alegações finais na forma de memoriais? Neste caso, qual o prazo para que o juízo possa proferir sentença?

As alegações finais em memoriais foram incluídas no CPP pela Lei 11.719/08. Antes da reforma, as alegações eram oferecidas por escrito, no prazo de três dias (art. 500 do CPP, revogado). Com a alteração, as alegações finais serão, em regra, oferecidas oralmente ao final da audiência, para uma maior celeridade do processo, mas, excepcionalmente, o juiz poderá abrir prazo para que as partes ofereçam suas alegações finais por escrito, em memoriais.

27 – Quais os princípios regem o procedimento comum sumaríssimo?

Os princípios do procedimento sumaríssimo são:

  • a) Oralidade;
  • b) Celeridade;
  • c) Informalidade;
  • d) Economia processual.

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