História e Conceitos da Terapia Familiar

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Histórico

  • 1909: Primeira experiência de terapia familiar no atendimento do "Pequeno Hans" por Freud.
  • Década de 20: O movimento Child Guidance defendia que a mãe tinha papel essencial no tratamento psicoterápico de crianças.
  • Década de 30: Charlotte Towle participa de uma mesa-redonda e afirma que não se pode dar tratamento a algum membro da família sem afetar o grupo inteiro.
  • 1936: No IX Congresso Psicanalítico, foi abordada a complementaridade entre neurose infantil e aspectos familiares.
  • Surgimento de uma nova profissão: o Conselheiro Conjugal.
  • Década de 50: Mudanças culturais decorrentes da Segunda Guerra Mundial (grupoterapia desenvolvida por Bion para atendimentos aos soldados durante a guerra) e desenvolvimento da psiquiatria social.
  • Gregory Bateson desenvolvia um projeto de pesquisa onde considerava a família, e não mais o indivíduo, como unidade de disfunção.
  • Nathan Ackerman, ligado ao movimento Child Guidance, é considerado um pioneiro no campo da terapia familiar.
  • A American Psychiatric Association incluiu estudos sobre a família. A partir daí, os trabalhos se multiplicaram e a Terapia Familiar se institucionalizou.
  • Década de 60: Foi fundado o Ackerman Institute e lançou-se o primeiro periódico especializado, o "Family Process".
  • A Philadelphia Child Guidance Clinic passou a ser dirigida por Minuchin; todo o tratamento passou a ser familiar.
  • Laing desenvolveu o enfoque dos problemas psicológicos como decorrentes de disfunção nas relações interpessoais.
  • 1946: Criou-se o Centro de Orientação Juvenil (COJ), uma experiência pioneira.

Conceitos

  • Terapia Familiar: Tratamento psicoterápico de um sistema natural, a família, utilizando-se como instrumento básico entrevistas conjuntas. Busca mudanças na interação do sistema familiar e não mudanças individuais. Estas ocorrerão como consequência das mudanças do sistema. Tem como finalidade a busca de um funcionamento mais adequado a todo o grupo.
  • Sistema: Conjunto de objetos com relações entre eles e seus atributos. Podem ser inanimados (não dependem das trocas com o meio) ou vivos (dependem das trocas com o meio).
  • Subsistema: São as partes que compõem o sistema; seus atributos são propriedades dos objetos.
  • Suprasistema: Sistemas maiores. Ex.: família, cidade, universo, etc.
  • Fronteiras: Delimitam o sistema, protegem o interior da ação desordenada do ambiente e estabelecem as trocas entre o sistema e o meio ambiente. Tipos: centrífuga, integrativa e elástica.
  • Sistema Decisório: Uma das partes que ordena as demais, organiza e sempre tem em vista o que é mais adequado ao todo.

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