Micoses Veterinárias: Dermatófitos e Mais

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Dermatófitos

Fungos muito homogêneos, parasitam pele, unhas e pelos, alimentando-se de queratina.

Principais Gêneros

Existem 3 gêneros principais: Microsporum, Trichophyton e Epidermophyton.

Formas de Transmissão

  • Contágio direto: De animal para pessoa (zoonose).
  • Contágio indireto: Contato com os esporos deixados no ambiente por animais infectados.

Cães e Gatos

  • Etiologia: Microsporum canis.
  • Sinais clínicos gerais: Período de incubação de 7 a 28 dias.
  • Sinais clínicos em gatos: Lesões nas extremidades e na cabeça; quadro muitas vezes inaparente, apresentando descamação, pelos que se desprendem facilmente e crostas.
  • Sinais clínicos em cães: Variam com a imunidade do hospedeiro e a cepa fúngica; observam-se lesões discretas e descamação.

Dermatofitose em Bovinos

  • Etiologia: Trichophyton verrucosum.
  • Epidemiologia: Acomete todas as raças bovinas, com maior incidência e contágio em animais jovens.
  • Sinais clínicos: Lesões circulares e descamativas.
  • Controle: Isolar e tratar os indivíduos afetados, além de limpar e desinfetar alojamentos e utensílios.

Dermatofitose em Suínos

  • Etiologia: Microsporum nanum.
  • Sinais clínicos: Lesões circulares com bordas mais elevadas.

Dermatofitose em Equinos

  • Etiologia: Trichophyton equinum.
  • Epidemiologia: Transmissão por contato com animais doentes, mediada pelo estado de imunidade e medidas de controle sanitário.

Diagnóstico das Dermatofitoses

Realiza-se através do uso da Lâmpada de Wood e de exames laboratoriais. Para a coleta de material, faz-se o raspado das bordas das lesões e o arrancamento de pelos para posterior envio ao laboratório.

Doenças Fúngicas: Criptococose

Infecção causada por levedura capsulada.

  • Microbiologia: Cryptococcus neoformans.
  • Ciclo de vida: Reprodução assexual (levedura em brotamento); causa doenças; a cápsula previne a fagocitose pelo sistema imune.
  • Manifestações clínicas em humanos:
    • Pulmões: Doença pulmonar invasiva crônica que pode disseminar-se para o Sistema Nervoso Central (SNC).
    • SNC: Meningite.
  • Manifestações em animais: Frequente em gatos portadores de FIV e FeLV; presença de lesões de pele características, como o aspecto de "nariz de palhaço".
  • Diagnóstico: Direto (por coloração citológica/histológica) e cultura de LCR (líquido cefalorraquidiano) ou exsudatos.
  • Tratamento: Em imunocomprometidos, recomenda-se suspender corticoides; em não imunocomprometidos (e protocolos sistêmicos), utiliza-se Anfotericina B.

Esporotricose

A esporotricose é uma micose subcutânea piogranulomatosa causada por Sporothrix schenckii, que acomete seres humanos e animais.

  • Etiologia e ecologia: Distribuição cosmopolita; o fungo é comumente encontrado em folhas, cascas de árvores, madeiras, roseiras e em animais marinhos.
  • Espécies susceptíveis: Cães e outros animais em contato direto com o solo e plantas; machos não castrados (devido a brigas e hábitos errantes); em seres humanos, é considerada também uma doença ocupacional.
  • Aspectos clínicos: Mais comum em felinos, apresentando-se sob a forma de lesões nodulares, verrucosas e ulceradas. Pode manifestar-se como:
    • Síndrome linfocutânea: Difusão de microrganismos pelos vasos do sistema linfático.
    • Síndrome cutânea disseminada: Múltiplas lesões distribuídas extensamente pela pele.
  • Diagnóstico: Anamnese minuciosa, isolamento e identificação fúngica em laboratório.
  • Tratamento: Administração de iodeto de potássio ou antifúngicos como o cetoconazol (ou itraconazol).

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