Morfologia, Nutrição e Patogenicidade de Fungos e Bactérias

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Morfologia dos Fungos: Fungos Unicelulares

As leveduras são fungos unicelulares, não filamentosos, tipicamente esféricos ou ovais. Da mesma forma que os fungos filamentosos, as leveduras são amplamente distribuídas na natureza: com frequência são encontradas como um pó branco cobrindo frutas e folhas.

Morfologia dos Fungos: Fungos Dimórficos

Alguns fungos, mais notadamente as espécies patogênicas, exibem dimorfismo (duas formas de crescimento), podendo crescer tanto na forma de fungos filamentosos quanto na forma de levedura. A forma de fungo filamentoso produz hifas aéreas e vegetativas; a forma de levedura se reproduz por brotamento.

O dimorfismo nos fungos é dependente de temperatura: a 37°C, o fungo apresenta forma de levedura; a 25°C, de fungo filamentoso. Contudo, o aparecimento de dimorfismo no fungo muda com a concentração de CO2 e outros fatores ambientais desfavoráveis.

Nutrição, Metabolismo e Habitat

Os fungos são considerados seres cosmopolitas, pois estão presentes em qualquer parte do planeta. Sendo amplamente distribuídos pela natureza, são encontrados na água, no ar atmosférico, no solo, sobre os animais e vegetais vivos, na matéria orgânica em decomposição, nos produtos alimentícios e industriais.

Crescem melhor em habitat úmido e escuro, porém são encontrados universalmente onde quer que exista matéria orgânica disponível. Necessitam de umidade para crescer e podem obter água da atmosfera, bem como do meio sobre o qual vivem. Quando o ambiente torna-se muito seco, os fungos sobrevivem entrando num estado de repouso ou produzindo esporos, que são resistentes à aridez.

Os fungos são seres heterotróficos (quimiorganotróficos), necessitando de materiais orgânicos já formados, que servem como fonte de energia e como constituintes celulares.

Por causa da rigidez da parede celular, sua nutrição é por absorção de nutrientes solúveis simples. Realizam respiração celular (aeróbia) ou fermentação (anaeróbia) para obtenção de energia, e sua reserva energética é sob a forma de glicogênio.

Processo Nutricional

Os fungos liberam ao seu redor substâncias chamadas exoenzimas, que são equivalentes a enzimas digestivas. Essas enzimas digerem moléculas orgânicas do ambiente, permitindo que o fungo absorva o alimento já digerido.

Devido à ausência de clorofila, os fungos dependem de substratos externos, vivendo em estado de saprofitismo, parasitismo, simbiose ou mutualismo. Podem ser subdivididos em:

  • Saprófitas obrigatórios: Vivem exclusivamente em matéria orgânica morta.
  • Parasitas facultativos (ou saprófitas facultativos): Fungos capazes de causar doenças ou viver em restos orgânicos, conforme as circunstâncias.
  • Parasitas obrigatórios: Vivem exclusivamente atacando organismos vivos.

Patogenicidade Bacteriana

Questão 14: As etapas da infecção são: adesão, multiplicação, colonização e invasão.

  • Adesão: Ocorre a aderência entre o patógeno e o hospedeiro através de adesinas ou ligantes que se unem a receptores celulares. Fatores de adesão não covalentes, como biofilmes, contribuem para manter as células unidas.
  • Multiplicação e colonização: Os patógenos devem replicar para evitar a eliminação por descamação celular. A colonização exige que os patógenos compitam por nutrientes com a flora normal e superem os mecanismos de defesa do hospedeiro.
  • Invasão: Substâncias extracelulares facilitam a entrada, crescimento e disseminação, através de fagocitose ou indução em células não fagocitárias via proteínas invasivas.

Questão 15:

  • Bactérias oportunistas: Micro-organismos que se aproveitam da debilidade da defesa do organismo para causar dano.
  • Estreitamento patogênico: Agentes que atacam o organismo, penetram e causam transtornos.

Questão 16: As adesinas são complexos proteicos que reconhecem e se ligam a receptores proteicos na superfície da célula do hospedeiro.

Questão 17: A colonização é o processo onde patógenos ligados às células receptoras do hospedeiro replicam-se para evitar a eliminação por descamação.

Questão 18: Fatores de virulência são estruturas ou estratégias que bactérias utilizam para driblar o sistema de defesa. A virulência varia de baixa (ex: resfriados) a alta (ex: Ebola, Raiva, HIV).

Questão 19:

  • Invasivos: Provocam o rompimento de barreiras naturais ou penetram cavidades, abrindo acesso ao meio interno (ex: HIV, Ebola).
  • Evasivos (Não-invasivos): Procedimentos ou agentes que não envolvem instrumentos que rompem a pele ou penetram fisicamente no corpo.

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