O Núcleo Interfásico e o Ciclo Celular: Guia Completo

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O Núcleo Interfásico

Chamamos de intérfase o período em que a célula não está em divisão. Apesar da aparente inatividade do núcleo interfásico, importantes processos metabólicos acontecem nessa etapa da vida da célula. A duplicação do DNA e a produção de RNA são os mais significativos.

  • Carioteca: Possui poros grandes que permitem intenso intercâmbio de moléculas entre núcleo e citoplasma. A carioteca tem ribossomos aderidos, apresenta continuidade com as membranas do retículo endoplasmático e é de origem lipoproteica.
  • Cariolinfa: Um material gelatinoso quimicamente semelhante ao hialoplasma, com o qual tem comunicação direta através dos poros da carioteca. Tem grande concentração de proteínas, RNA e nucleotídeos livres.
  • Nucléolo: É um corpúsculo denso e esférico. Não é envolvido por membrana e seu número é variável, geralmente um ou dois por núcleo. É constituído por RNA ribossômico, proteínas, lipídios e polissacarídeos. Durante a divisão celular, o nucléolo desaparece, seu material é direcionado para o hialoplasma e suas substâncias constituintes participam da formação dos ribossomos.
  • Cromatina: Conjunto de cromossomos descondensados, denominados cromonemas, presentes no núcleo interfásico. As porções da cromatina que durante a intérfase estão descondensadas, como fios longos, formam a eucromatina, que corresponde aos genes ativos da célula. Algumas partes da cromatina encontram-se enoveladas e compactadas durante a intérfase, formando a heterocromatina.

Os Cromossomos

Os cromossomos podem ser classificados de acordo com a posição do centrômero:

  • Metacêntrico: O centrômero no meio do cromossomo, separando cada cromátide em dois braços de mesmo tamanho.
  • Submetacêntrico: O centrômero afastado do meio, separando cada cromátide em dois braços de tamanhos um pouco diferentes.
  • Acrocêntrico: O centrômero localiza-se próximo a uma das extremidades e um braço é bem menor que o outro.
  • Telocêntrico: O centrômero fica em uma das extremidades do cromossomo.

O Ciclo Celular

  • Período S: Nessa fase, cada filamento cromossômico tem duas cromátides-irmãs. Ocorre a duplicação de todo o DNA celular, garantindo que as células-filhas recebam todas as informações responsáveis pela determinação de suas características em quantidades rigorosas.
  • G1: É um período de crescimento do citoplasma, com aumento do tamanho da célula e da quantidade de organelas. Há produção de RNA que irá determinar a produção de proteínas nos ribossomos, permitindo o crescimento da célula.
  • G2: É o momento em que começam a aparecer proteínas que irão formar o fuso cromático, conjunto de fibras que tem papel destacado na mitose.

Conceitos Fundamentais

  • Cromossomos: Filamentos ou sequências de genes lineares, formados pela cromatina que se espiraliza.
  • Cromatina: Conjunto de cromossomos descondensados denominados cromonemas presentes no núcleo interfásico.
  • Nucléolo: Estruturas quase esféricas constituídas basicamente por RNA ribossômico e proteínas.
  • Carioteca: Envoltório nuclear.
  • Cariolinfa: Material gelatinoso quimicamente semelhante ao hialoplasma.
  • Intérfase: Período no qual a célula não está em divisão celular.
  • Cromossomos homólogos: São iguais quanto ao tamanho, à forma e à posição do centrômero.
  • Células haploides: Têm uma quantidade de cromossomos igual a n, como os gametas.
  • Células diploides: Células que possuem quantidades 2n de cromossomos.
  • Ploidia: É a quantidade de lotes n que uma célula tem em seu núcleo.

Funções Celulares e Patologias

Função autofágica e função heterofágica: Heterofágica refere-se à digestão de partículas englobadas pelas células, seja por fagocitose ou por pinocitose. Autofágica é quando a célula digere a si mesma e a transforma em outra.

Silicose: É a formação de cicatrizes permanentes nos pulmões, provocadas pela inalação do pó de sílica (quartzo). Ocorre quando, ao ser inalado, o pó de sílica atinge os pulmões onde os fagócitos (células de defesa imunológica) engolem as partículas. É conhecida como "doença do mineiro", pois é mais frequente em trabalhadores de minas de carvão. Provoca a perda da elasticidade dos pulmões, tornando a respiração mais difícil.