Populismo e a Era Democrática no Brasil (1945-1964)
Classificado em História
Escrito em em
português com um tamanho de 5,44 KB
O Populismo no Brasil
O populismo representa o momento de passagem de uma sociedade rural e agrária para uma sociedade urbana e industrializada. Trata-se de um modo de política baseado em uma liderança carismática, com relação direta com as massas, posição nacionalista e oposta à dominação oligárquica. Está intimamente relacionado aos trabalhadores e às classes mais baixas e submissas a líderes.
Governo de Dutra
No mesmo ano em que foi eleito, foi promulgada a Nova Constituição, a quinta Carta Magna do país. Nela, afirmavam-se os princípios do federalismo e do equilíbrio dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Durante este período, ocorre a democratização e o equilíbrio entre os três poderes na Nova Constituição. O direito de greve foi garantido, mas os sindicatos permaneceram ligados ao Estado. Houve um reforço de laços políticos com os EUA (discurso anticomunista) em meio à Guerra Fria. Isso resultou na interferência em sindicatos e perseguição às suas lideranças; o PCB (Partido Comunista Brasileiro) tornou-se ilegal.
- Alinhamento econômico: Estreita relação com os EUA e importação de bens estrangeiros.
- Plano SALTE: Focado em Saúde, Alimentação, Transporte e Energia.
- Economia: Valorização do café e da moeda nacional.
Dutra conseguiu um avanço democrático e um pequeno crescimento econômico. Enquanto isso, Vargas se recolheu e articulava alianças para fortalecer o seu PTB (Partido Trabalhista Brasileiro). Com uma base sólida, Getúlio venceu as eleições.
Governo de Vargas
Vargas tentou reduzir a inflação e estimular a industrialização, mas não teve muito sucesso; surgiu então o nacional-desenvolvimentismo. Durante seu mandato, Vargas criou a Petrobras e o BNDES. A oposição criticava Vargas e suas atitudes, afirmando que eram nocivas ao desenvolvimento do país. Vargas enfrentava reações frequentes e tinha dificuldades em conduzir seu governo. A UDN (União Democrática Nacional) continuava se opondo, até que foram feitos manifestos exigindo a renúncia de Getúlio; ele acabou por se suicidar.
Conquistas Trabalhistas:
- Criação do salário mínimo e da carteira de trabalho;
- Jornada diária de 8 horas;
- Direito a férias anuais remuneradas;
- Descanso semanal e direito à previdência social;
- Regulamentação do trabalho do menor e da mulher.
Governo de JK
Sua base era o Plano de Metas, defendendo a modernização e aceleração da economia, industrialização e crescimento econômico. Seu lema era "50 anos em 5". Os investimentos focaram em energia, transporte, alimentação, indústria e educação. A entrada de empresas estrangeiras era estimulada. Houve um expressivo crescimento econômico, responsável por 80% da expansão industrial e realização de grandes obras públicas. No entanto, a emissão de moeda gerou inflação, houve evasão de divisas para o exterior e a desnacionalização da economia.
Governo de Jânio Quadros
Foi um governo breve e polêmico. Jânio aproximou o Brasil dos países socialistas e assinou acordos desfavoráveis para o país. Ele esperava que sua política ampliasse o mercado consumidor e externo, mas isso não aconteceu. Os EUA não gostaram dessas atitudes, e a UDN e outros partidos criticaram Jânio. Sem apoio político, Jânio renunciou.
Governo de Jango
Com a renúncia de Jânio, Jango (vice-presidente e herdeiro político de Vargas) estava fora do Brasil. A UDN era contra a sua posse. No Congresso, buscou-se um acordo político para a volta de Jango, sendo implantada uma república parlamentarista com Goulart como presidente, mas com poderes limitados. Jango apoiou-se no PTB e em sua base sindical para ampliar seu apoio popular. Foi convocado um plebiscito e o Brasil voltou ao presidencialismo, com Jango assumindo plenos poderes.
Goulart prometia as Reformas de Base, que previam mudanças no regime de propriedade da terra, na educação e nos tributos. Prometeu também o voto aos analfabetos e direitos aos trabalhadores rurais. Movimentos se articulavam para pressionar Jango; estudantes e a classe média se mobilizavam, enquanto políticos denunciavam o "esquerdismo" e militares planejavam golpes. Tropas em Minas Gerais se deslocaram para o Rio de Janeiro e receberam apoio; o golpe militar começou e houve pouca resistência. Ranieri Mazzilli foi declarado presidente provisório, mas o país era controlado por uma junta militar. No Rio Grande do Sul, Brizola posicionou-se contra o golpe, mas Jango foi exilado. Assim, começou o regime militar brasileiro.