Principais Alterações Fisiológicas no Envelhecimento
Boca
A boca tende a secar devido à menor produção de saliva. Ocorre alteração no paladar por perdas celulares degenerativas: ageusia (não sente sabor), hipogeusia (sente pouco sabor) e disgeusia (come uma coisa e sente sabor de outra). Perde-se a intensidade do doce e do salgado, o que é percebido quando os idosos temperam a comida, adoçam ou salgam demais. As gengivas ficam finas, reduzindo a capacidade de segurar as próteses. Os dentes tendem a separar-se, facilitando perdas que diminuem a mastigação em 30%.
Nariz
O nariz apresenta aumento com frequência, pois a cartilagem não para de crescer. Ocorrem a anosmia (perda do olfato), a hipoanosmia (diminuição do olfato) e a parosmia (sensação distorcida do olfato). Os pelos aumentam e ficam mais grossos.
Composição Corporal
Na composição corporal, há perda de massa muscular e aumento da gordura, diminuição da água corporal, da massa celular, dos minerais dos ossos e da densidade corpórea. Pode ocorrer desnutrição por diminuição da sede ou dificuldade para beber líquidos.
Músculo Esquelético
No sistema músculo esquelético, observa-se redução de mobilidade e diminuição da estatura (5 cm no homem e 3 cm na mulher). A perda da massa muscular causa baixa velocidade para contração, movimentos mais lentos, reações diminuídas e dificuldade para caminhar.
Aparelho Respiratório
No aparelho respiratório, ocorre perda de elasticidade, o que diminui sua expansibilidade. Há redução dos músculos acessórios e a musculatura torna-se mais rígida (exemplo da "porta rangendo"). O pulmão acaba perdendo elasticidade e os alvéolos tornam-se mais complacentes (capacidade que algo tem de se multiplicar mediante uma pressão, como o exemplo da bexiga), ocorrendo o colabamento dos alvéolos, que acumula maior número de secreção. Isso aumenta o risco de doenças respiratórias. No trato respiratório anterior, reduz-se o processo de umidificação e aquecimento. O pulmão fica mais vulnerável a doenças; diminui a mobilidade de expansão inspiratória devido à debilidade muscular, encurvamento e calcificação das cartilagens costais. Há aumento de muco e diminuição no reflexo de tosse, além de redução na troca de ar, o que aumenta as secreções e dificulta a expectoração.
Aparelho Digestório
No aparelho digestório, nota-se diminuição do paladar, perda dentária, redução da inervação do esôfago e redução de lipase e insulina pelo pâncreas. Ocorre enfraquecimento no músculo do cólon, reto e ânus, redução peristáltica e alterações anatômicas no fígado, vias biliares e pâncreas (baixa absorção e secreção). O trânsito alimentar fica mais lento, com mais facilidade de constipação. Depois dos 50 anos, diminui o tamanho do fígado e o fluxo sanguíneo diminui, alterando o metabolismo hepático e de fármacos, o que pode causar toxicidade. A atrofia é a maior causa no impacto do trânsito intestinal. A redução na produção dos ácidos lentifica a digestão, causando baixa absorção de cálcio e vitaminas, além de episódios de anemia.
Rins
Nos rins, o fluxo sanguíneo renal diminuído reduz as funções renais. Os rins ficam mais suscetíveis a disfunções. Altera-se a concentração e diluição de urina quando o idoso se submete à privação ou sobrecarga de água, lembrando que ele já tem o processo de sede deprimido. Devido à excreção de muitos fármacos por estas vias, podem ocorrer efeitos tóxicos secundários. São necessários exames de sangue de ureia e creatinina para saber como está esse fígado.
Vacinas
Vacinas: Influenza e meningocócica (prevenção de meningites e infecções generalizadas — doenças meningocócicas — causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y).