Processos Sociocognitivos: Psicologia Social e Cognitivismo

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Processos Sociocognitivos

Processos sociocognitivos
O desenvolvimento da psicologia social está associado a dois grandes marcos teóricos da psicologia: Gestalt e behaviorismo.

No final dos anos 1960 (nos EUA), inicia-se um distanciamento da psicologia social em relação à escola da Gestalt, cujo principal efeito é a convergência com a psicologia do processamento da informação (revolução cognitiva).

As principais contribuições teóricas dos psicólogos gestaltistas se desenvolveram ao redor de três grandes linhas temáticas: percepção social, consistência cognitiva e influência social. Autores: Heider e Festinger.

As principais contribuições teóricas dos psicólogos neobehavioristas estão voltadas para o seguinte tema: atitudes sociais. Autores: Rosenberg e Zajonc.

Qual a principal crítica feita à psicologia social psicológica?

A principal crítica gira em torno do distanciamento do psicólogo em relação ao seu objeto de estudo e, ainda, ao fato de o sujeito ser tratado apenas como objeto, desconsiderando sua história. O indivíduo era visto com uma visão micro (individualização do social).

O que chamamos de revolução (mudança de paradigma) cognitiva na psicologia no final da década de 50?

A revolução cognitiva se refere ao enfraquecimento do behaviorismo, à entrada da questão cognitiva e da consciência. Cabe ressaltar que a emoção, a cultura e a história do sujeito ainda são deixadas de lado, pois a visão ainda era muito computacional. As ciências da computação e a cibernética eram levadas em consideração nessa época.

(ENADE) O cognitivismo apresenta uma dispersão muito maior, que se origina de desdobramentos da abordagem comportamental, da psicologia social psicológica e da influência da cibernética e da teoria da informação e da teoria geral dos sistemas.

Do que ficaram distantes os psicólogos cognitivistas?

Os psicólogos cognitivistas distanciaram-se da questão histórica do sujeito; focaram o processamento da informação, como se fosse apenas processar informações, deixando de lado as questões mais subjetivas do sujeito.

Apontar a contribuição de J. Bruner.

Bruner tem como principal preocupação a questão do significado. Assim, a meta era descobrir e descrever quais significados os seres humanos criavam a partir de seus encontros com o mundo. Centrava-se nas atividades simbólicas utilizadas pelos humanos para construir e dar sentido ao mundo e a si mesmos. Nesse sentido, ele se afasta um pouco da revolução cognitiva, pelo fato de esta tratar apenas da questão computacional.

Qual o objetivo principal da pesquisa sobre cognição social?

O principal objetivo era estudar os processos cognitivos dos indivíduos nos grupos. Contudo, essa cognição era vista de maneira metafórica, como uma questão de processamento de informação. Esse fato deve-se à crença de que essa era a única possibilidade de abordar a mente de forma objetiva.

Como podemos caracterizar a psicologia cognitiva?

A psicologia cognitiva pode ser caracterizada pelo processamento de informação. Os estudos giram em torno de processos computacionais, pois acreditavam que essa era a única forma de estudar a mente objetivamente (ainda de maneira experimental).

O estudo das representações sociais (Serge Moscovici, França, 1961) incluídas nas formas sociológicas de psicologia social. Qual a principal crítica feita em relação ao estudo das "atitudes sociais"?

A principal crítica faz alusão à visão micro da psicologia social psicológica, à individualização do social. Deveríamos sair da visão micro e passar para a visão macro, indo a campo e estudando os indivíduos na sociedade, a relação do indivíduo com a sociedade. Serge Moscovici, ao escrever sobre as representações sociais, valoriza o conhecimento popular, o conhecimento do senso comum, a maneira como o senso comum se apropria das teorias científicas.

Visão Geral

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A teoria cognitivista da aprendizagem

Cognição é o processo através do qual o mundo de significados tem origem. À medida que o ser se situa no mundo, estabelece relações de significação, isto é, atribui significados à realidade em que se encontra. Esses significados não são entidades estáticas, mas pontos de partida para a atribuição de outros significados.

  • O cognitivismo está preocupado com o processo de armazenamento, transformação, compreensão e utilização das informações.

A aprendizagem é o processo de organização das informações e de integração do material à estrutura cognitiva (os primeiros significados), ou seja, a aprendizagem é o processo de organização de significados.

Psicologia (social) cognitiva e cognição social

- Mesmo nas épocas de maior hegemonia do behaviorismo, a reflexão sobre a mente e a consciência foi objeto de estudo da psicologia social, tanto psicológica quanto sociológica.

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- Quando o positivismo favoreceu a hegemonia do neobehaviorismo na psicologia, a psicologia social, sob influência da Gestalt, centrou-se no estudo de processos como a formação de impressões, a comparação social ou a influência social. (As principais contribuições teóricas dos psicólogos gestaltistas se desenvolveram ao redor de três grandes linhas temáticas: percepção social, consistência cognitiva e influência social. Autores: Heider e Festinger.)

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A psicologia social foi sempre cognitiva
Quando se fala em psicologia social cognitiva, e sobretudo quando se utiliza o rótulo cognição social, faz-se alusão à analogia entre processos cognitivos (processos simbólicos: percepção, memória, linguagem, pensamento) e processos computacionais do processamento da informação. Essa forma surgiu no final da década de 50 (no contexto das ciências cognitivas, depois da crise do behaviorismo).

A revolução cognitiva da psicologia e o paradigma do processamento da informação

- A revolução cognitiva da psicologia começou a se consolidar na década de 1950.

- Anuncia-se o "fim do behaviorismo" e propõe-se a analogia mente/computador (metáfora do computador) como centro do novo paradigma científico da psicologia. Recupera-se a linguagem mentalista (imagem mental, planos, estratégias). Essa escola de analogia se deve à crença generalizada de que essa era a única possibilidade de abordar o estudo da mente de uma forma objetiva.

- É importante ressaltar que a nova psicologia cognitiva não só representou uma ruptura (não tão profunda quanto parece) com relação ao behaviorismo, mas também com relação à maneira como o estudo da mente era abordado.

- A nova psicologia cognitiva representou uma rejeição ao princípio positivista do fisicalismo, no sentido de que já não era mais tão necessário que a psicologia se pautasse apenas na análise de fenômenos diretamente observáveis; a psicologia continuava sendo concebida como uma ciência experimental, e, embora a física deixasse de ser o modelo a imitar, os psicólogos cognitivos transformaram as ciências da computação no paradigma de objetividade científica (mostrando mais uma vez que o distanciamento do behaviorismo não foi tão profundo assim).

(Importância dos significados, ou seja, do que o sujeito interioriza e produz no mundo.)

- A metáfora do computador, apesar de todo o esforço para que a psicologia se afastasse do paradigma behaviorista, obrigou os psicólogos cognitivistas a passar por cima do papel das emoções, do contexto social, da cultura e da história. Ou seja, a psicologia cognitiva não é uma nova psicologia, e apenas um desdobramento da psicologia social psicológica, um desdobramento que visa inserir a consciência e os mentalismos novamente nos estudos dos processos cognitivos.

- A psicologia cognitiva estava, no final, preocupada com a descrição das fases do processamento da informação e a análise de processos cognitivos intraindividuais.

- Um dos objetivos prioritários das pesquisas sobre cognição social foi a análise da forma como o conhecimento da realidade se encontra representado no sistema cognitivo humano. Em geral, os psicólogos cognitivistas acreditam que o sistema cognitivo humano tem uma organização interna de conhecimentos sobre o mundo, e que a tarefa da psicologia social é determinar como esses conhecimentos são estruturados.

Aprendizagem da atenção e os modos de subjetivação pedagógica e informacional

- Os modos como ouvimos, olhamos ou nos concentramos em qualquer coisa têm um caráter profundamente histórico (vínculos de aprendizagem com experiências subjetivas). Sendo assim, nossa maneira de estarmos atentos é mediada por nossas experiências de vivências em um determinado contexto histórico-cultural.

- Movimento de dispersão/fixação, condição necessária para uma produção de sentido. Ou seja, há um continuum atenção-desatenção, quando a "desatenção", caracterizada por uma suspensão no tempo, permite ao sujeito um momento de ruptura com o aqui e o agora sem perda da força de relação com o foco inicial (realizar o "breakdown": suspender a atenção, promover subjetividade e voltar à atenção).

** A utilização do termo breakdown inspira-se em Varela (2003) e, neste estudo, define-se como "efeitos que se expressam na ação dos sujeitos diante de momentos de ruptura do foco atencional".

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Sociedade disciplinar x sociedade de controle (Escola Contemporânea)

(Vigilância nas instituições totais) x (Vigilância em todos os lugares)

- Na medida em que a modernidade foi criando um campo para o desenvolvimento da industrialização e das tecnologias da informação, o lugar do Estado vem sendo ocupado lentamente pelo capital, conduzindo a um esgotamento que vem resultando no esgotamento daquela subjetividade sólida (dos séculos 18 e 19). Percebe-se, assim, o enfraquecimento das instituições responsáveis pela constituição das identidades, o que tem resultado num rearranjo nas formas de subjetivação.

- O modo de produção capitalista e tudo o que o caracteriza, tais como liberdade de mercado, liberdade de ir e vir, esvaziamento das instâncias responsáveis pela garantia de direitos, aceleração do ciclo de inovação e melhoramento de produtos, flexibilidade nos papéis profissionais, entre outros, vêm sendo apontados como responsáveis por novos modos de ser e agir.

- A palavra instantaneidade significa ao mesmo tempo realização imediata, exaustão e desaparecimento do interesse. A provisoriedade, nestes novos tempos, se torna regra; a gestão do presente, uma obrigatoriedade, e o movimento contínuo, uma exigência. A ênfase, então, fica colocada na adaptação. (Estaríamos remontando aos tempos da psicologia social psicológica?)

- Não há mais intercolocução, há, sim, a troca de informações que se limita a uma enunciação.

Modo de subjetivação pedagógica

Aprendizagem que segue o suposto da processualidade. Leva-se em consideração o processo. O sujeito aprende a partir de signos, perdendo tempo mesmo, e não pela assimilação de conteúdos objetivos. "Nunca se aprende fazendo como alguém, mas fazendo com alguém" (valorização da coletividade, das posições de cidadãos). A subjetividade pedagógica requer uma experiência intra e intersubjetiva.

- Educadores que adotam uma postura sustentada pela concepção processual produziriam um modo de aprender, possivelmente de caráter mais inventivo, exigindo, por consequência, outro modo de atender.

- Educadores que adotam uma postura sustentada pela concepção de processamento produziriam um modo de aprender, possivelmente de caráter mecânico, efeito de hiperestimulação sensorial, não havendo o envolvimento do sujeito na experiência, tratando-se apenas de reconhecimento.

**Breakdown que resulta em momentos de problematização são responsáveis pelo "lado autônomo e criativo da cognição". **Breakdown que resulta em momentos divergentes à problematização mostra-se na forma de colapsos que, ao emergirem das diversas situações socio-cognitivas experienciadas pelos sujeitos, não são acolhidos e promovem um retorno ao foco atencional, colocando-se como obstáculo à cognição inventiva.

- A instalação de uma dinâmica comunicativo-dialógica-intracional implica na valorização do pensamento, uma postura cordial que sugere acolhimento e pertencimento, aceitação do outro como legítimo na relação e vivência de experiências regidas pelo princípio da cooperação e da reciprocidade. (A professora na encenação das mãozinhas dá a oportunidade de os alunos inventarem, pensarem a realidade, e não apenas processar e reproduzir informações.)

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