Psicologia Cognitiva: Raciocínio e Tomada de Decisão

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Os Três Princípios do Modelo Linguístico no Raciocínio Transitivo

O modelo linguístico para explicar o raciocínio transitivo de relações funcionais argumenta que relações como sujeito, verbo, predicado e objeto direto são armazenadas e recuperadas com prioridade para informações. Os princípios fundamentais são:

  • Princípio Léxico: Prevê que certos adjetivos bipolares são assimétricos; alguns são neutros em relação à magnitude da escala, enquanto outros assumem uma extremidade dela.
  • Princípio de Congruência: Propõe que a recuperação da informação é mais fácil se a representação das relações funcionais for coerente com a pergunta.

Princípios do Processamento da Imagem Mental

O processamento da imagem mental no raciocínio transitivo baseia-se em:

  • Preferência Direcional: Indivíduos preferem realizar a construção espacial em determinadas direções (ex: no Ocidente, da esquerda para a direita e de cima para baixo).
  • Princípio de Ancoragem: A construção espacial é facilitada quando se inicia pelas extremidades dos eixos espaciais.

Método Misto de Sternberg

O modelo de Sternberg integra pressupostos linguísticos e espaciais. Quando a segunda premissa é uma igualdade negativa, o modelo sugere um processo de busca a partir da localização da representação unitária. Se a resposta está na primeira premissa, o processo implica uma solução mais longa; se está na segunda, a resposta é imediata.

Teoria dos Modelos Mentais e Séries de 5 Termos

O estudo da dificuldade em problemas de série de cinco termos baseia-se no número de modelos mentais gerados. Problemas que permitem apenas um modelo mental levam a uma conclusão válida, enquanto problemas que geram múltiplos modelos dificultam a conclusão. Críticas ao modelo do silogismo categórico apontam que ele ignora erros na fase de interpretação e não considera efeitos de atmosfera ou diagramas de Euler.

Risco e Aversão na Tomada de Decisão

O apetite pelo risco ocorre quando os ganhos não são significativos. À medida que o ganho aumenta, a tendência é preferir a opção certa (aversão ao risco). A mudança de estratégia depende do poder de compra ou da importância atribuída ao dinheiro.

Modelo de Eliminação por Aspectos de Tversky

Este modelo descreve a escolha como um processo de eliminação sucessiva de alternativas, tratando cada opção como um conjunto de atributos mensuráveis.

Teoria da Perspectiva

Proposta por Kahneman e Tversky, divide-se em duas fases:

  1. Fase Preliminar (Edição): Codificação de ganhos/perdas, combinação de probabilidades, segregação, cancelamento e simplificação.
  2. Fase de Avaliação: Escolha da alternativa com maior valor subjetivo, focada em mudanças no bem-estar ou riqueza.

Teoria da Utilidade Subjetiva Esperada

Proposta por Savage (1954), generaliza a teoria da utilidade ao incluir probabilidades subjetivas baseadas em crenças. O Princípio da Coisa Certa estabelece que, se duas alternativas compartilham um resultado, a preferência é independente desse valor comum, focando em como as decisões são tomadas psicologicamente, e não apenas em como deveriam ser tomadas.

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