Segurança e Criptografia em Sistemas Operacionais

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Segurança: Objetivos Gerais

  • Confidencialidade dos dados: O SO deve permitir que o usuário defina quem pode ver determinado dado e garantir que não ocorra a liberação de acesso aos dados a pessoas não autorizadas.
  • Integridade dos dados: Usuários não autorizados não devem ser capazes de modificar qualquer dado sem a permissão do proprietário. Inclui permissões de leitura, escrita e execução.
  • Disponibilidade do sistema: Ninguém pode perturbar o sistema de forma a deixá-lo inutilizável. Deve-se evitar ataques do tipo recusa de serviço (DoS).

Criptografia

Consiste em codificar uma informação em um formato que apenas os destinatários apropriados possam acessá-la. Existem duas classes principais de algoritmos:

  • Chave Secreta Compartilhada: Remetente e destinatário compartilham uma única chave. A mesma chave é usada para cifrar e decifrar um dado (Sistemas de criptossistema simétrico, como o DES).
  • Chave Pública: Composto por um par de chaves (pública e privada). A chave pública pode ser distribuída a outros, enquanto a chave privada deve ser secreta e pertencente a uma única pessoa (Sistemas de criptossistema assimétrico, como o RSA).

Autenticação

O método mais comum é através de usuário e senha. Existem duas formas principais de manter a senha em disco:

  • Senha descriptografada;
  • Senha criptografada.

Firewalls

Serve como uma barreira de proteção que controla o tráfego de dados entre o sistema e o acesso externo (Internet). Seu objetivo é permitir somente a transmissão e recepção de dados autorizados.

Ataques

  • Entrada: Crackers, tentativas de invasão e vírus.
  • Saída: Liberação de informações confidenciais.

Antivírus e Vírus

Vírus: Programas de computador capazes de se reproduzir, anexando seu código a outros programas. Modificam o comportamento dos programas com o intuito de obter informações do usuário ou inviabilizar a utilização de um sistema.

Tipos de Vírus:

  • Vírus companheiro: Não infecta o programa, mas executa junto com o mesmo.
  • Vírus de programa executável: Modifica o programa executável (por sobreposição ou parasita).
  • Vírus residente em memória: Permanece na memória RAM todo o tempo.
  • Vírus de setor de inicialização: Sobrescreve o MBR (Master Boot Record), sendo executado antes da inicialização do SO.

Técnicas de Antivírus:

  • Verificador de vírus: Em um ambiente controlado, o vírus infecta um programa cobaia. Após detectar o vírus, o código é inserido em um banco de dados. O software consulta todos os arquivos em busca de vírus conhecidos.
  • Verificador de integridade: Procura por vírus em disco através de uma soma de verificação (checksum) para cada arquivo executável.
  • Verificador de comportamento: O antivírus fica residente em memória e captura todas as chamadas de sistema em busca de atividades suspeitas.

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