Teoria Clássica da Administração: Princípios e Funções

Formação e orientação para o trabalho4,37 KB

Fundamentos da Teoria Clássica

Teoria Clássica: visava à eficiência da organização pela adoção de uma estrutura adequada e de um funcionamento compatível com essa estrutura — anatomistas e fisiologistas da organização. Influenciada pelas estruturas organizacionais militares e eclesiásticas, concebeu a organização como uma estrutura rigidamente hierarquizada, estática e limitada. Preocupava-se com a divisão do trabalho ao nível dos órgãos integrantes da organização, surgindo o agrupamento de atividades afins — departamentalização. Esta teoria se caracteriza pelo seu enfoque prescritivo e normativo: como o administrador deve conduzir-se em todas as situações através do processo administrativo e quais os princípios gerais que deve seguir para obter a máxima eficiência.

Funções das Empresas:

  1. Técnica: relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa.
  2. Comerciais: relacionadas com a compra, venda e permutação.
  3. Financeiras: relacionadas com a procura e gerência de capitais.
  4. Segurança: relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.
  5. Contábeis: relacionadas com os inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
  6. Administrativas: relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções — estas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas.

Elementos Administrativos:

  1. Prever: visualizar o futuro e planejar o programa de ação.
  2. Organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa.
  3. Comandar: dirigir e orientar o pessoal.
  4. Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos.
  5. Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as orientações dadas.

Princípios Gerais da Administração:

  1. Princípio da divisão do trabalho: é o princípio da especialização necessária à eficiência na utilização das pessoas. Consiste na designação de tarefas específicas a cada um dos órgãos que compõem a organização empresarial.
  2. Princípio da autoridade e responsabilidade: a autoridade é o poder derivado da posição ocupada pela pessoa, o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência; a responsabilidade é uma consequência natural da autoridade. Ambas devem estar equilibradas entre si.
  3. Princípio da unidade de comando: cada pessoa deve receber ordens de um e apenas um superior (chefe). É o princípio da autoridade única.
  4. Princípio da hierarquia ou cadeia escalar: a autoridade deve estar disposta em uma hierarquia, isto é, em escalões hierárquicos, de tal maneira que um nível hierárquico deve estar sempre subordinado ao nível hierárquico superior.
  5. Princípio da departamentalização: a divisão do trabalho conduz à especialização e à diferenciação das tarefas e dos órgãos, ou seja, à heterogeneidade e à fragmentação. Para buscar a heterogeneidade, deve-se agrupar na mesma unidade todos os que estiverem trabalhando pelo mesmo processo, para a mesma clientela, no mesmo lugar.
  6. Princípio da coordenação: é a distribuição ordenada do esforço da empresa, a fim de obter unidade de ação na consecução de um fim comum.

Críticas à Teoria:

  1. Ao caráter prescritivo e normativo por determinar com regras e normas o comportamento do administrador.
  2. Por se preocupar unicamente com a estrutura formal da organização, não admitindo a existência da estrutura informal, constituída pelas pessoas e suas relações.

Relação com a Enfermagem:

  1. Os organogramas encontrados nos serviços de Enfermagem mostram linhas de subordinação integral, definidas e compatíveis com o poder atribuído, pela organização, às pessoas que integram esse serviço.
  2. As pessoas e as relações interpessoais não são consideradas, e as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras com avaliação exclusivamente quantitativa.

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