Teoria Clássica da Administração: Princípios e Funções
Fundamentos da Teoria Clássica
Teoria Clássica: visava à eficiência da organização pela adoção de uma estrutura adequada e de um funcionamento compatível com essa estrutura — anatomistas e fisiologistas da organização. Influenciada pelas estruturas organizacionais militares e eclesiásticas, concebeu a organização como uma estrutura rigidamente hierarquizada, estática e limitada. Preocupava-se com a divisão do trabalho ao nível dos órgãos integrantes da organização, surgindo o agrupamento de atividades afins — departamentalização. Esta teoria se caracteriza pelo seu enfoque prescritivo e normativo: como o administrador deve conduzir-se em todas as situações através do processo administrativo e quais os princípios gerais que deve seguir para obter a máxima eficiência.
Funções das Empresas:
- Técnica: relacionadas com a produção de bens ou serviços da empresa.
- Comerciais: relacionadas com a compra, venda e permutação.
- Financeiras: relacionadas com a procura e gerência de capitais.
- Segurança: relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.
- Contábeis: relacionadas com os inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.
- Administrativas: relacionadas com a integração de cúpula das outras cinco funções — estas coordenam e sincronizam as demais funções da empresa, pairando sempre acima delas.
Elementos Administrativos:
- Prever: visualizar o futuro e planejar o programa de ação.
- Organizar: constituir o duplo organismo material e social da empresa.
- Comandar: dirigir e orientar o pessoal.
- Coordenar: ligar, unir, harmonizar todos os atos e todos os esforços coletivos.
- Controlar: verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as orientações dadas.
Princípios Gerais da Administração:
- Princípio da divisão do trabalho: é o princípio da especialização necessária à eficiência na utilização das pessoas. Consiste na designação de tarefas específicas a cada um dos órgãos que compõem a organização empresarial.
- Princípio da autoridade e responsabilidade: a autoridade é o poder derivado da posição ocupada pela pessoa, o direito de dar ordens e o poder de esperar obediência; a responsabilidade é uma consequência natural da autoridade. Ambas devem estar equilibradas entre si.
- Princípio da unidade de comando: cada pessoa deve receber ordens de um e apenas um superior (chefe). É o princípio da autoridade única.
- Princípio da hierarquia ou cadeia escalar: a autoridade deve estar disposta em uma hierarquia, isto é, em escalões hierárquicos, de tal maneira que um nível hierárquico deve estar sempre subordinado ao nível hierárquico superior.
- Princípio da departamentalização: a divisão do trabalho conduz à especialização e à diferenciação das tarefas e dos órgãos, ou seja, à heterogeneidade e à fragmentação. Para buscar a heterogeneidade, deve-se agrupar na mesma unidade todos os que estiverem trabalhando pelo mesmo processo, para a mesma clientela, no mesmo lugar.
- Princípio da coordenação: é a distribuição ordenada do esforço da empresa, a fim de obter unidade de ação na consecução de um fim comum.
Críticas à Teoria:
- Ao caráter prescritivo e normativo por determinar com regras e normas o comportamento do administrador.
- Por se preocupar unicamente com a estrutura formal da organização, não admitindo a existência da estrutura informal, constituída pelas pessoas e suas relações.
Relação com a Enfermagem:
- Os organogramas encontrados nos serviços de Enfermagem mostram linhas de subordinação integral, definidas e compatíveis com o poder atribuído, pela organização, às pessoas que integram esse serviço.
- As pessoas e as relações interpessoais não são consideradas, e as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras com avaliação exclusivamente quantitativa.