Teorias Econômicas: Malthus, Mill e Adam Smith
1) Qual a correlação entre a economia de trocas e os conflitos de classes segundo T. R. Malthus?
Malthus considerou a economia capitalista como uma economia de trocas mercantis e monetárias. Para ele, as trocas devem beneficiar sempre as partes envolvidas, sendo o processo de produção analisado sob a ótica da troca. Malthus defendia que cada parte contribui com um insumo diferente, porém igualmente necessário, resultando em ganhos mútuos. Assim, os conflitos de classes seriam superficiais, decorrentes da ignorância sobre o funcionamento da economia.
2) Análise crítica: a tendência de queda da taxa de lucro em Stuart Mill
Stuart Mill possuía uma visão otimista, acreditando que o progresso técnico superaria o crescimento demográfico, gerando desenvolvimento. O aumento na produção pode resultar de:
- Crescimento demográfico;
- Acumulação de capital;
- Inovações tecnológicas.
Se as inovações tecnológicas economizarem trabalho e terra, a renda, os preços e os salários tenderão a baixar, enquanto os lucros subirão. Contudo, se a população crescer mais rápido que o progresso técnico agrícola, haverá redução na disponibilidade de alimentos, nos salários reais e nos lucros, elevando a renda fundiária.
3) Como Stuart Mill chegou à teoria do estado estacionário?
Para Mill, o estado estacionário ocorre quando há a maximização do bem-estar da sociedade. O progresso tecnológico contínuo desloca esse estado para um futuro remoto. Quando ele finalmente ocorrer, todos terão atingido um elevado padrão de vida. A acumulação de capital cessará, e a preocupação da sociedade será voltada para a cultura, o lazer e a espiritualidade.
4) O preço de mercado e a demanda efetiva
O preço de mercado de uma mercadoria é regulado pela proporção entre a quantidade efetivamente colocada no mercado e a demanda daqueles dispostos a pagar o preço natural. Tais indivíduos são chamados de interessados, e sua demanda é denominada demanda efetiva, sendo suficiente para induzir os comerciantes a ofertar a mercadoria.
5) A origem e evolução da divisão do trabalho em Adam Smith
Para Adam Smith, o progresso da divisão sistemática do trabalho decorre de uma propensão natural dos seres humanos em se relacionar e se organizar para a troca de bens e serviços, produzidos através do esforço racional de suas capacidades físicas e intelectuais.