Teorias Econômicas: Do Valor ao Equilíbrio de Mercado

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Teorias do Valor e Utilidade

Utilitarismo ou Teoria do Valor-utilidade: O valor da mercadoria é determinado pela utilidade que ela possui para o consumidor.

Teoria do Valor-trabalho (Smith e Ricardo): O valor da mercadoria é determinado pelo trabalho incorporado nela.

Portanto: Teoria do valor-utilidade ≠ Teoria do valor-trabalho

Socialismo e Utilidade Marginal

  • Socialismo Igualitário de Mercado (Socialismo Concorrencial): Defende a troca justa e concorrencial, onde todos os produtos do trabalho deveriam ser destinados aos seus produtores. Um proprietário de capital deveria viver com o mesmo conforto que os trabalhadores mais produtivos.
  • Teoria da Utilidade Marginal: A utilidade aumenta sempre que se consome mais uma unidade do bem, mas esses aumentos são cada vez menores; ou seja, a utilidade marginal é decrescente!
  • Utilidade total: A satisfação que o consumidor associa à quantidade consumida do bem.

Equilíbrio Econômico e Bem-Estar

  • Teoria do Equilíbrio Econômico Geral (Walras): As forças da oferta e demanda dependem dos preços vigentes em inúmeros outros mercados.
  • Maximização da utilidade (consumidor/família): Consumo dos bens comprados na firma. Centro do fluxo real.
  • Maximização do lucro (firma/empresa): Ganho ou lucro com os produtos vendidos para a família. Centro do fluxo monetário.
  • Economia do Bem-Estar: Um sistema de concorrência perfeita e de livre iniciativa garante o máximo bem-estar social. A prova disso está no comportamento maximizador dos produtores e consumidores. Como disse Smith, cada indivíduo, buscando seu próprio interesse pessoal, é levado por uma "mão invisível" a promover o bem-estar geral. Com essa noção, chega-se à norma do Ótimo de Pareto, onde o mercado atinge esse ápice sozinho.

Análise de Keynes

Keynes apresentou uma crítica à teoria do Laissez-Faire, defendendo:

  • Um papel mais significativo para os instrumentos de política fiscal na execução das políticas econômicas;
  • A busca intransigente pelo pleno emprego como objetivo fundamental;
  • A Teoria do Multiplicador;
  • A distinção sobre os juros: para os neoclássicos, os juros equilibravam poupança e investimento; para Keynes, juros não determinam poupança e investimento, pois estes são determinados pela renda.

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