Dualismo ontológico: Platão, Descartes e Kant
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O dualismo ontológico de Platão e Descartes
Platão distingue duas formas da realidade: a forma sensível (ou visível), que é material, mutável, inconstante e perecível; e a forma formal (ou ideal), que é inteligível — não acessível aos sentidos, mas à inteligência —, permanente, imóvel, inata e imortal. Essa forma ideal contém os modelos que explicam a unidade na multiplicidade das coisas sensíveis; por isso, a ideia de beleza é o modelo que as muitas coisas belas (limitadas) no mundo visível imitam.
Descartes, por sua vez, contrapõe o "eu" — mente ou coisa pensante — ao corpo, isto é, à substância extensa. Para Descartes, as duas substâncias são distintas: a matéria é infinitamente divisível e é governada... Continue a ler "Dualismo ontológico: Platão, Descartes e Kant" »