Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Universidade

Thomas Kuhn: Paradigmas e a Evolução da Ciência

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Thomas Kuhn: O Pensamento Não Cumulativo

Thomas Kuhn entende o conhecimento como saltos, caracterizando um pensamento não cumulativo e não contínuo. Sua teoria é a soma do dogmatismo (tradição do conhecimento) com o procedimento. O dogmatismo depende da formação do cientista, como ocorre na universidade, exigindo um equilíbrio entre o dogma (pensamento convergente — mais ensinado pela universidade) e a crítica (pensamento divergente). Apenas a aceitação do dogma não é suficiente.

Categorias: Ciência Normal e Comunidade Científica

A Ciência Normal é o consenso estabelecido entre as pessoas interessadas no conhecimento, sendo testada periodicamente para ampliar e refinar a teoria. Diferente de Popper, os artigos científicos...

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Teorias sobre Lacunas no Direito: Análise Crítica

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O Espaço Jurídico Vazio

Essa teoria pode ser considerada o contra-ataque dos juristas tradicionalistas. Toda norma jurídica representa uma limitação à livre atividade humana; fora da esfera regulada pelo Direito, o homem é livre para fazer o que quiser. Portanto, segundo esse pensamento, não há lacuna no Direito, mas sim uma atividade indiferente a ele.

O ponto fraco dessa teoria encontra-se nas seguintes indagações: o que é espaço jurídico vazio ou esfera do juridicamente irrelevante? Existe o espaço jurídico vazio? São questões de conceito muito discutível. Para sustentar essa tese, é necessário excluir a permissão das modalidades jurídicas: aquilo que é permitido coincidiria com aquilo que é juridicamente irrelevante...

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Positivismo e Normativismo Jurídico: Conceitos Essenciais

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Positivismo (Lato Sensu)

Corrente que surgiu no século XIX e busca estender às ciências humanas o método indutivo experimental (que parte da singularidade para se chegar a um conceito geral e é empírico). O Direito passa a ser levado à experiência (a posteriori) e formado por indução experimental. Os positivistas são centrados na realidade.

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Positivismo Jurídico Analítico (Inglaterra)

Buscavam no Common Law. A decisão judicial é equiparada à lei, pois representa a vontade do Estado; lei como é, não como deveria ser. O utilitarismo é o grande valor moral e jurídico, pois buscavam a utilidade e a felicidade do indivíduo na sociedade (o que é útil é o que é bom). Só é Direito se for dotado de coercibilidade, o que o distingue...

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Teoria da Argumentação de Alexy e Realismo Jurídico

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Teoria da Argumentação Prática (Alexy)

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Contexto Pós-Positivista

A teoria de Robert Alexy insere-se no Pós-positivismo e é fundada nos pensamentos de Habermas. Transita da razão pura prática de Kant (voltada para o agir individual) para a razão comunicativa (focada na interação entre sujeitos, a posteriori, de normatividade mediata). O contexto é o da reviravolta linguística, onde a expressão linguística é a mediação necessária de qualquer saber.

O Discurso Jurídico como Caso Especial

Alexy elabora o discurso jurídico como um caso especial dos discursos gerais de Habermas. É especial porque apenas aceita argumentos fundamentados em:

  • Lei: Considerando sua elaboração, como o cumprimento do processo legislativo.
  • Dogmática: A
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Dionisíaco vs. Apolíneo: Nietzsche e a Tragédia

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O espírito dionisíaco é anterior a Sócrates. Os pré-socráticos são os verdadeiros gregos, que reconhecem a tragédia da vida, a qual não é perfeição, mas sim caos, irracionalidade e dor. O apolíneo se identifica com Sócrates em diante; Nietzsche os chama de pseudo-gregos, em uma tentativa de desqualificar o pensamento deles por enaltecerem excessivamente a razão.

Só a arte pode oferecer ao indivíduo força e capacidade de enfrentar a dor da vida, dizendo sim à vida. O espírito dionisíaco, ao invés de regrar a existência, aceita essa vida de caos, reconhecendo que somos seres que sofrem limitações e enaltecendo os valores vitais. Ao invés de negar essa finitude, temos que aceitá-la.

Nietzsche procura mostrar como a civilização...

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Ética, Moral e as Principais Teorias Éticas

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A Ética é a reflexão filosófica sobre a conduta humana. São as razões filosóficas que sustentam ou contestam a moralidade definida pela sociedade. É também a reflexão individual sobre o porquê de considerarmos válida a nossa opção em comparação com outras morais.

A Moral é o conjunto de padrões de comportamento partilhados pelos membros de uma cultura ou sociedade. Define o que é certo e errado e pode violar princípios éticos individuais.

A ética influencia as regras de conduta de uma sociedade. Por outro lado, a moral influencia as regras de conduta de uma pessoa. A ética diz respeito a comportamentos, sejam eles corretos ou incorretos, e a moral estabelece regras que permitem verificar se o comportamento foi correto ou

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Max Weber e Karl Marx: Teorias Sociológicas Fundamentais

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Max Weber: A Sociologia Compreensiva

A sociologia compreensiva estuda a ação social com o objetivo de explicar a sociedade através da compreensão do sentido que os indivíduos atribuem às suas ações (significado). A sociedade é vista como uma teia de múltiplas significações, resultante do encontro de ações individuais.

  • Ação Social: Atribuição de significado compartilhado com outro indivíduo, gerando uma relação social (regularidade, repetição e frequência).
  • Tipos de Ação Social:
    • Racional: Com relação a fins (objetivos) ou a valores (ex: ataque terrorista).
    • Emocional: Poder carismático e transformador.
    • Tradicional: Poder tradicional (conservador, patrimonial, patriarcal e gerontocrático).
  • Ética na Ação:
    • Ética da Responsabilidade:
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Modernidade Líquida: Reflexões sobre Medo e Decadência Social

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Novas formas de censura coexistem – da maneira mais estranha – com a linguagem sádica e canibalesca encontrada na internet e que corre solta nas orgias verbais do ódio sem face, nas cloacas virtuais em que se defeca sobre os outros e nas demonstrações incomparáveis de insensibilidade humana (em especial nos comentários anônimos). Essa é a cegueira moral – voluntariamente escolhida e imposta ou aceita com resignação – de uma época que, mais que de qualquer outra coisa, necessita de rapidez e acuidade na compreensão e no sentimento. Para que possamos recuperar nossa sagacidade em tempos sombrios, é preciso devolver a dignidade, da mesma forma que a ideia da inescrutabilidade essencial dos seres humanos, aos grandes homens...

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Justiça, Direito e Filosofia: De Aristóteles a Kelsen

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Justiça Distributiva em Aristóteles

Explique a justiça distributiva em Aristóteles: É aquela que se ocupa da divisão de cargos, vantagens e honrarias da sociedade. Se dá por uma base meritocrática, ou seja, aqueles que revelarem igual mérito terão igual direito. A base da justiça distributiva é a igualdade geométrica, ou seja, reconheço as formas não porque são idênticas, mas por suas proporções. Todos aqueles que têm proporcionalmente o mesmo mérito, terão o igual direito.

Equidade em Aristóteles

O que é equidade para Aristóteles? É uma virtude do julgador de abrandar os rigores da lei, adaptando-a ao caso concreto. Para ele, há um desencontro entre a norma e o fato. A norma é abstrata e geral. O fato é concreto e

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Questões de Filosofia: Ética, Lógica e Conhecimento

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1. A cultura humana se desenvolve impulsionada pelas necessidades básicas de cada sociedade. A partir de uma visão antropológica, podemos afirmar que uma cultura pode ser superior a outra? Por quê?
Resposta: Não, pois todo homem é um ser cultural; logo, não existe cultura superior ou inferior, mas sim culturas diferentes. Elas não podem ser classificadas como "melhor" ou "pior", uma vez que cada uma possui suas próprias singularidades.

2. O juízo é uma frase que faz parte de uma argumentação e pode ser utilizado para descrever ou interpretar algo. Existem dois tipos prioritários de juízos: de realidade e de valor. É possível afirmar que a filosofia faz uso de juízos de realidade?
Resposta: Não. A filosofia não procura a comprovação...

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