Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Língua e literatura de Ensino Fundamental II

Análise Crítica: Sermão de Vieira e Desigualdade Social

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Parte C: Análise do Sermão de Santo António aos Peixes

O Sermão de Santo António aos Peixes, proferido pelo Padre António Vieira em 1654, possui uma clara intenção persuasiva: criticar a exploração dos indígenas pelos colonos portugueses e apelar à mudança de comportamentos à luz dos valores cristãos. Para evitar confrontos diretos, Vieira recorre à alegoria, dirigindo-se simbolicamente aos peixes para, através deles, elogiar virtudes e condenar vícios humanos. Outro recurso utilizado é a antítese, que reforça os contrastes entre o bem e o mal, tornando a mensagem mais impactante. Assim, o autor procura convencer os ouvintes a rejeitarem a injustiça e a seguirem uma conduta mais ética.

Grupo III - Discurso de Mia Couto

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O Elemento Gramatical na Interpretação de Philipp Heck

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Distinga com toda a clareza as funções e o tipo de valor normativo que os enunciados atribuem ao elemento gramatical.

1. O teor verbal da lei traz-nos a primeira imagem (inevitavelmente provisória) da dimensão do imperativo (Gebotseite).

Resposta

Os elementos que devemos considerar na tarefa interpretativa são o gramatical, o histórico, o lógico-sistemático e, eventualmente, o teleológico. Quando consideramos o elemento gramatical, estamos a considerar a relevância filológico-gramatical e sintático-semântica do texto, ou seja, o teor verbal do texto.

Segundo o método de interpretação de Philipp Heck, este considera o objetivo da interpretação e, sendo assim, afirma uma perspetiva subjetivista. Mas atenção: quando afirmamos que,...

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Análise de Cantigas: Amor, Escárnio e Maldizer

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"Proençaes soem mui bem trobar"

Caracterização temática

O tema desta cantiga é a coita de amor “sem par”, ou seja, inigualável, e a morte por amor — “pois m’á-de matar”.

O trovador compara o seu amor com o dos provençais. Embora lhes reconheça a capacidade de trovar (“Proençaes soem mui bem trobar” / “e dizem eles que é com amor”), considera que os sentimentos que exprimem resultam de um artificialismo, de um fingimento, pois só trovam na primavera (“no tempo da flor”; “quand’ a frol sazon á, e non ante”) e fora desse tempo não (“e, tanto que se for aquel tempo, logu’ en trobar razon non an”).

Logo, o trovador critica os poetas provençais, mas faz mais do que isso: distancia-se deles, uma vez que...

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Inês de Castro: O amor trágico e imortalizado na história de Portugal

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Inês de Castro é um episódio lírico-amoroso que simboliza a força e a veemência do amor em Portugal. O episódio ocupa as estâncias 118 a 135 do Canto III de Os Lusíadas e relata o assassinato de Inês de Castro, em 1355, pelos ministros do rei D. Afonso IV de Borgonha, pai de D. Pedro, seu amante. É narrado, em sua maior parte, por Vasco da Gama, que conta a história de Portugal ao rei de Melinde. Considerado um dos mais belos momentos do poema, é a um só tempo um episódio histórico e lírico: por trás da voz do narrador, e da própria Inês, percebe-se a voz e a expressão pessoal do poeta. Camões, através da fala de Vasco da Gama, destaca do episódio sua carga romântica e dramática, deixando em segundo plano as questões...

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Dom Casmurro: Resumo Completo da Obra de Machado de Assis

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Introdução: A Alcunha de Dom Casmurro

O romance inicia-se numa situação posterior a todos os seus acontecimentos. Bento Santiago, já um homem de idade, conta ao leitor como recebeu a alcunha de Dom Casmurro. A expressão fora inventada por um jovem poeta, que tentara ler para ele no trem alguns de seus versos. Como Bento cochilara durante a leitura, o rapaz ficou chateado e começou a chamá-lo daquela forma.

O narrador inicia então o projeto de rememorar sua existência, o que ele chama de "atar as duas pontas da vida". O leitor é apresentado à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão da rua de Matacavalos.

A Promessa de Dona Glória e o Seminário

O primeiro fato relevante narrado é também seu primeiro motivo...

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Memorial do Convento: Análise do Título, Narrador e Espaço

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Título

O título sugere memórias de um passado delimitado pela construção do convento de Mafra, com o que de grandioso e de trágico representou como símbolo do país.

Relação Título/Conteúdo

O título apresenta uma carga simbólica, quer enquanto sugere as memórias - evocativas do passado - e pressuposições existenciais, quer ao remeter para o Mundo místico e misterioso. Ao lado da história da construção do convento, com tudo o que de grandioso e de trágico representou, surge o fantástico erudito e popular que permite a realização dos sonhos e as crenças num universo de magia. O Convento de Mafra liga-se ao sonho dos fardes que aproveitam a oportunidade de terem um convento, mas reflete, sobretudo, a magnificência da corte...

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Tipos de Variedades Linguísticas: Social e Estilística

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Variedades Sociais da Linguagem

As variedades sociais são as variações apresentadas pela linguagem em diferentes grupos sociais.

Gíria e Jargão

A gíria é uma variedade linguística particular de um grupo social distinto, usada por seus falantes como membros desse grupo. Inclui:

  • Jargão Profissional: Utilizado por aqueles que partilham o mesmo cargo ou atividade, envolvendo termos técnicos e expressões específicas da área.
  • Gíria Juvenil: Característica dos jovens, utilizada para diferenciar-se da variedade padrão e do mundo adulto. É marcada pelo uso de sufixos, abreviaturas, palavras curinga e novas expressões.
  • Gíria Marginal: Usada por setores ligados à criminalidade, prisões, etc.

O nível de especialidade e o contexto sociocultural...

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Evolução da Cidadania e Direitos Fundamentais

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8) A cidadania e sua progressão histórica

A cidadania foi inicialmente analisada por T. H. Marshall (1967), que estabeleceu sua progressão histórica na Inglaterra, a qual implicou primeiramente a constituição e a extensão dos direitos "...". Marque, entre as opções abaixo, qual demonstra essa progressão histórica (página nº 18).

d) Direitos civis, conquistados no século XVII "..."; em seguida surgem os direitos políticos, alcançados no século XIX "..."; por fim, no século XX, os direitos sociais, "...".

9) A cidadania no Brasil

No Brasil, como afirma José Murilo de Carvalho (2001), a sequência histórica da construção da cidadania aconteceu de forma invertida, "...". Marque, entre as opções abaixo, qual demonstra essa progressão...

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Propriedade Industrial, Patentes e Tipos de Sociedades

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Propriedade Intelectual e Industrial

  • Propriedade Intelectual:
    • Direito Autoral: Vinculado ao Direito Civil. Protege ideias criadas (Ex.: Um livro). Ao olhar, não se sabe o que contém.
    • Propriedade Industrial: Regulamentada pela Lei n.º 9.279/96 (LPI – Lei de Propriedade Industrial). Protege ideias colocadas corporeamente (visualização).

A Propriedade Intelectual é o gênero que protege ideias e talentos de determinadas pessoas para criar determinadas coisas (coisas imateriais). Tudo o que for criado é protegido pela Propriedade Intelectual.

Aquele que paga pela Propriedade Industrial poderá vendê-la (escala industrial – em grande escala), protegendo uma ideia boa.

Itens Protegidos pela Propriedade Industrial

A Propriedade Industrial protege:...

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Análise de Personagem: Olhar, Ambiguidade e Retrato Psicológico

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Um mover de olhos, brando e piedoso.

1.1 Contribuição das Características Físicas para a Caracterização Psicológica

O olhar desta figura feminina é suave e compreensivo; o riso, suave e ambíguo (é descrito como honesto, mas simultaneamente como "quase forçado"); e o rosto, doce e humilde. Além disso, a personagem tem também um aspeto sereno. Estes traços físicos remetem-nos para características psicológicas: a personagem é doce, piedosa e modesta, sendo, no entanto, investida de alguma ambiguidade, na medida em que parece assumir uma pose convencional.

1.2 Traços Físicos que Conferem Ambiguidade à Personagem

O facto de o "mover de olhos" ser feito "sem ver de que" pode apresentar-se como uma atitude de sedução estudada, que...

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