Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Língua e literatura de Ensino Fundamental II

Literatura do Século XV: Romancero, Cancioneiros e Humanismo

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A Poesia do Século XV e a Tradição Oral

A poesia do século XV, influenciada pela música folk tradicional, desenvolveu duas vertentes principais:

  • Poesia de transmissão oral (Romancero): Coleção de poemas que renova antigas questões épicas.
  • Poesia culta (Cancioneiros): Introduziu novos temas e estilos poéticos, destacando-se:
    • Poesia de amor cortês: Expressão de sentimentos dolorosos e o amor impossível por uma dama inalcançável.
    • Poesia moral: Proposta de modelos de virtude inspirados na Antiguidade.

O Romancero, composto por baladas de estrutura narrativa e métrica simples (oito sílabas com rimas em assonância nos versos pares), divide-se em:

  • Romancero Viejo: Compilação de romances anônimos de transmissão oral.
  • Romancero Nuevo:
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Texto dramático, teatro, conceitos de linguagem e géneros dramáticos

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Texto Dramático e Teatro

O texto dramático (ou texto teatral) é um texto literário destinado a ser representado no palco. No texto dramático, não há narrador; a história é apresentada através das palavras e ações dos personagens.

O Texto Dramático

No texto dramático, distinguem-se o texto principal e o texto secundário:

  • Texto principal: é formado pelas falas dos personagens e, portanto, dito pelos atores na representação.
  • Texto secundário (ou didascálias): são as indicações cénicas (anotações) que não são ditas por nenhum personagem, mas que orientam a encenação (movimentos, cenário, som, luz, etc.).

A Performance Teatral

A performance teatral é a encenação de um texto dramático por atores diante de uma plateia....

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Análise dos Personagens de Amor de Perdição

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Personagens Principais de Amor de Perdição

Nesta seção, exploramos os perfis dos personagens centrais da obra Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, destacando suas características, motivações e papéis na trama.

Simão Botelho

A princípio, Simão mostra-se como um rebelde de temperamento incontrolável e cruel, um grande perturbador e agitador da ordem pública, e uma fonte interminável de desgostos para seus pais. Seu comportamento é modificado de forma brusca quando começa a nutrir sentimentos pela jovem vizinha Tereza de Albuquerque. O amor o transforma, redime e modifica, revelando a partir de então um Simão com caráter virtuoso e um sentimento realmente casto e verdadeiro. Torna-se honesto, estudioso e responsável,...

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Os Maias: análise dos episódios do passeio final, do jantar no Hotel Central e da corrida de cavalos

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Os Maias: Análise de Episódios Chave

Passeio Final: O Simbolismo da Decadência em Lisboa

Após o regresso a Lisboa, dez anos após o desfecho da intriga, Carlos faz com Ega uma romagem simbólica. Passam pelo Largo de Camões, seguindo pelo Chiado, pela Avenida, e em seguida pelo Rossio, até chegarem finalmente ao Ramalhete. Este passeio é profundamente simbólico: tudo está, na sua essência, como há dez anos, no entanto, a degradação de Lisboa e de Portugal havia-se acentuado. Todo o ambiente é marcado pela ociosidade, estagnação, o aspeto sombrio das pessoas e a incapacidade de desenvolvimento da mentalidade portuguesa, que em dez anos não progrediu significativamente.

Os espaços percorridos por Carlos e Ega estão carregados...

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Resumo de Os Maias, de Eça de Queirós: Enredo e Personagens

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"Os Maias" é um romance de Eça de Queirós que narra a história de três gerações da família Maia, no final do século XIX, em Lisboa. A trama começa com Afonso da Maia, um nobre rico que vive no Ramalhete. Seu filho, Pedro da Maia, casa-se contra a vontade do pai com Maria Monforte, mas ela o abandona para fugir com um príncipe italiano, levando a filha, cujo paradeiro se desconhece. Pedro, devastado, suicida-se, e o filho, Carlos, é entregue ao avô. Carlos é educado de forma rígida e forma-se em Medicina. Em Lisboa, envolve-se com várias mulheres, incluindo a Condessa de Gouvarinho e, mais tarde, com Maria Eduarda. Ele acredita que ela é casada com o brasileiro Castro Gomes, mas descobre que ela é, na verdade, amante dele....

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Personagens e Destinos no Auto da Barca do Inferno

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Diabo

Condutor das almas ao Inferno, conhece muito bem cada um dos personagens. É zombeteiro, irônico e um bom argumentador. O Diabo atua como um juiz, exibindo às claras o lado mais recôndito de cada um.

Fidalgo

O Diabo alega que o Fidalgo o acompanhará por ter tido uma vida de luxúria e pecados. É condenado pela sua vida pecaminosa, em que a luxúria, a tirania e a falta de modéstia pesam como graves defeitos. É um personagem orgulhoso e praticante da tirania.

Onzeneiro

Ao chegar à barca do Diabo, descobre que seu rico dinheiro ficara em terra. Demonstra seu apreço às coisas mundanas, pedindo para buscar seu dinheiro, o que o condena ao fogo do Inferno. Sua principal característica é a GANÂNCIA.

Parvo

Não é condenado ao Inferno....

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Personagens de Os Maias: João da Ega, Dâmaso Salcede e Tomás de Alencar

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João da Ega

João da Ega usava "um vidro entalado no olho", tinha "nariz adunco, pescoço esganiçado, punhos tísicos, pernas de cegonha". João da Ega é a projeção literária de Eça de Queirós. É um personagem contraditório: por um lado, romântico e sentimental; por outro, progressista, crítico e sarcástico do Portugal Constitucional. Amigo íntimo de Carlos desde os tempos de Coimbra, onde se formara em Direito (muito lentamente). A mãe era uma rica viúva e beata que vivia ao pé de Celorico de Basto, com a filha. Boémio, excêntrico, exagerado, caricatural, anarquista sem Deus e sem moral. É leal com os amigos e sofre também de diletantismo. Terminado o curso, vem viver para Lisboa e torna-se amigo inseparável de Carlos....

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Análise do Poema "Noturna" de Rafael Alberti

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Noturna: Um Poema de Rafael Alberti

**"Noturna"** é um poema de **Rafael Alberti**, um escritor pertencente à **Geração de 27**, que viveu durante o regime de Franco e a supressão da liberdade de expressão na era pós-guerra. As características dessa geração incluem a admiração pela literatura, a busca pela beleza através de imagens e os sentimentos de desamparo e raiva, entre outros.

O tema deste poema são os **problemas sociais** da época e a **falta de liberdade de expressão**. Assim, a análise deste poema é feita a seguir.

Análise por Estrofe

  • Na **primeira estrofe**, vemos o sofrimento dos espanhóis; eles sentem raiva, ódio, vingança e um sentimento de impotência em relação ao governo de Franco. Expressam isso em palavras

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Classificação das orações coordenadas e subordinadas: conjunções e exemplos

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Classificação das Orações Coordenadas

Orações Coordenadas Copulativas

Proposições que adicionam seus significados.

Conjunções: e, nem, ou

Exemplo: Ele veio para casa mais cedo e fez os trabalhos de casa.

Orações Coordenadas Disjuntivas

Proposições que apresentam opções, sendo as afirmações mutuamente exclusivas.

Conjunções: ou, ou...ou, ora...ora

Exemplo: Você gosta do Carnaval de Cádiz ou prefere o de Tenerife?

Orações Coordenadas Distributivas

Proposições que não são mutuamente exclusivas.

Palavras correlativas: pronomes e advérbios que funcionam como conjunções e têm seu próprio significado.

Conjunções: um...outro, ora...ora, aqui...ali, etc.

Exemplo: Aqui nós jantamos às nove horas, ali jantam às seis horas.

Orações

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Sermão de Santo António aos Peixes: análise e estrutura de Padre António Vieira

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Contexto Histórico

  • Quem pregou: Padre António Vieira.
  • Onde: São Luís do Maranhão.
  • Quando: 13 de junho de 1634 (dia de Santo António).
  • Para quem: Colonos de São Luís do Maranhão.
  • Contexto: Luta de Vieira pela libertação dos índios contra a exploração dos colonos. A reação negativa forçou a sua partida clandestina para Lisboa.

Estrutura do Sermão

  • Externa: Capítulos I a VI.
  • Interna: Introdução (exórdio), Desenvolvimento (exposição/confirmação) e Conclusão (peroração).

Propriedades e Funções

  • Sal: Conservar e evitar a corrupção.
  • Pregadores: Louvar o bem e impedir o mal.
  • Falha nas funções:
    • Sal: Lançado fora como inútil; pisado por todos.
    • Pregadores: Mudança de púlpito e de auditório.

Capítulo I: Exórdio

Baseia-se no conceito...

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