Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Língua e literatura de Ensino Fundamental II

Alberto Caeiro: o poeta da Natureza e do olhar

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Alberto Caeiro apresenta-se como um simples “guardador de rebanhos”, que só se importa em ver de forma objetiva e natural a realidade, com a qual contacta a todo o momento. Daí o seu desejo de integração e de comunhão com a natureza.

Para Caeiro, “pensar” é estar doente dos olhos. Ver é conhecer e compreender o mundo, por isso, pensa vendo e ouvindo. Recusa o pensamento metafísico, afirmando que “pensar é não compreender”. Ao anular o pensamento metafísico e ao voltar-se apenas para a visão total perante o mundo, elimina a dor de pensar que afeta Pessoa.

Caeiro é o poeta da Natureza que está de acordo com ela e a vê na sua constante renovação. E porque só existe a realidade, o tempo é a ausência de tempo, sem passado,...

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Amor cortês e poesia trovadoresca: origem, gêneros e vocabulário

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. Amor cortês: a poesia trovadoresca era um reflexo da sociedade feudal que o gera. Espalhe por meio da música, a literatura foi feito e consumido pela nobreza que vivia na corte. Assim, logo se tornou um símbolo da classe: o amor cortês se tornou um elemento de cortesia ou um conjunto de virtudes relacionadas com a aristocrática e feudal, e totalmente oposta à vilania assim. Amor cortês, diferente daquela praticada pelos vilões e rústico, é um amor verdadeiro, leal, generoso, altruísta, s'asocia, amorosa que, com bom comportamento e boas maneiras, que procuram diversão e prazer, e que explode em alegria se é correspondido alegria ... Todos estes ambiente el'amor idéias, vem da literatura do amor cortês dos trovadores. Basicamente,...

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Os Maias de Eça de Queirós: resumo por capítulos, estilo e recursos estilísticos

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Resumo Detalhado de Os Maias

I-IV: Origens, Educação e o Ramalhete

A narrativa inicia-se com a descrição do Ramalhete, casa que a família Maia habita em Lisboa a partir do outono de 1875. Os Maias, antiga família da Beira, viviam anteriormente na Quinta de Santa Olávia. Afonso da Maia, o patriarca, decide mudar-se para Lisboa com o seu neto, Carlos Eduardo, que estudava Medicina em Coimbra. O texto detalha a árvore genealógica, a educação de Pedro da Maia, o seu casamento com Maria Monforte, o nascimento de Carlos e o trágico suicídio de Pedro após a fuga de Maria com o napolitano Tancredo.

V-IX: A Vida em Lisboa e o Encontro com Maria Eduarda

Carlos instala-se no Ramalhete e tenta exercer Medicina, sem sucesso inicial. A vida social...

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Análise de Textos: O Cemitério e A Corretora de Mar

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O Cemitério

Transcrição e Explicação de Trechos

Trecho Descritivo

Exemplo: "Nos cantos da lápide, vasos com flores de biscuit e, debaixo do vidro, à nívea altura da base da capelinha, em meio corpo, o retrato da morta que o túmulo engolira."

Explicação: Este trecho foca na descrição minuciosa de um túmulo específico, utilizando detalhes visuais (flores de biscuit, retrato da morta) para criar uma atmosfera de memória e a presença da ausência.

Trecho Narrativo

Exemplo: "Antes que lá chegássemos, porém, detive-me um pouco num túmulo (...)"

Explicação: Este trecho insere a ação do narrador no fluxo da narrativa, indicando uma pausa reflexiva ou um momento de observação antes de prosseguir com o enredo principal.

Trecho Dissertativo

Trecho:

...
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Os Maias: crónica de costumes, Sermão aos Peixes e Cesário Verde

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Os Maias - Crónica de Costumes

Os Maias - Crónica de Costumes: A crónica de costumes é constituída por uma série de episódios onde se critica a sociedade portuguesa, mais especificamente a burguesia lisboeta da segunda metade do século XIX, nos mais variados domínios: social, histórico, político, económico-financeiro, educacional, cultural, artístico e literário.

Episódios da Crónica de Costumes

Jantar no Hotel Central: (Cap. VI) O jantar no Hotel Central, integrado no capítulo VI, insere-se na ação principal e, deste modo, identifica-se como um episódio da crónica de costumes.

Marcado pelo aparecimento de uma admirável mulher (Maria Eduarda) que despertou em Carlos grande interesse. Foi para este o primeiro jantar de apresentação...

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Análise dos poemas "O mar anterior a nós", "O dos Castelos" e "O Mostrengo" de Mensagem, de Fernando Pessoa

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Horizonte: Análise

Métrica

  • 3 Sextilhas: Todos os versos são decassilábicos.

Esquema Rímico

  • Rima emparelhada e intercalada em esquema aabccb.

“O mar anterior a nós” (os descobridores), “teus medos tinham coral (…)” mas “desvendadas a noite (…) as tempestades passadas e o mistério” (o desconhecido) “abria em flor o Longe” (o conhecimento) e o “Sul-sidério / Esplendia sobre as naus da iniciação”. De uma maneira mais ou menos hermética e fechada, o que Pessoa nos diz é: “O mar anterior”, o mar a que se referiam aqueles que o temiam por desconhecimento e medo, foi desvendado, tiraram-lhe “a noite” (o escuro representa o medo e o desconhecido), e, passando pelas dificuldades do caminho, revelou-se enfim o seu...

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Análise de O Alquimista de Paulo Coelho: enredo, personagens e moral

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Introdução

Um jovem pastor andaluz chamado Santiago, que adora viajar, ler e aprender com as suas ovelhas, sonhou o mesmo sonho por duas noites. Isso pareceu-lhe tão estranho que decidiu ir a uma cartomante para interpretar o seu sonho. Esta cartomante diz-lhe que deve ir em busca do seu sonho, o seu destino. Ela disse-lhe que deveria ir até às pirâmides do Egito, onde encontraria um tesouro. Santiago fica frustrado com a resposta da cartomante cigana, mas quando um homem velho (que se revela ser o Rei de Salém) lhe dá a mesma resposta que a bruxa e, além disso, sabe coisas sobre a vida do rapaz que só ele conhecia, Santiago fica entusiasmado. Este velho dá-lhe duas pedras, "Urim e Tumim", e diz-lhe para as usar quando tiver dúvidas,...

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O Tempo e o Vento: resumo de A Chegada do Capitão Rodrigo Cambará a Santa Fé

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O Tempo e o Vento: A Chegada do Capitão Rodrigo Cambará a Santa Fé

O sexto capítulo da parte O Continente da trilogia cíclica O Tempo e o Vento.

Santa Fé, 1828.

Chega a Santa Fé o Capitão Rodrigo Cambará. Tinha 30 anos e participara de várias guerras, em 1811, 1817, 1821 e 1825. Faz amizade com Juvenal Terra. Conhece Bibiana quando esta vai ao cemitério colocar flores na sepultura de sua avó, Ana Terra. Rodrigo decide permanecer em Santa Fé. A conselho do Padre Lara, o vigário, vai pedir permissão à autoridade da região, Coronel Ricardo Amaral Neto. O coronel, alegando não ser a vila lugar para pessoas como ele, pede que vá embora. Mas o capitão está disposto a ficar. Bibiana Terra o impressionara. Ficava horas a fio olhando...

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Temas e Estilo: Ricardo Reis e Alberto Caeiro

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1. A Natureza e a Brevidade da Vida em Ricardo Reis

No poema de Ricardo Reis, a natureza tem um papel essencial no desenvolvimento do pensamento do sujeito poético, funcionando como uma metáfora para a brevidade da vida. As rosas, associadas ao mito de Adónis, representam a fragilidade da existência humana, pois nascem e morrem rapidamente. A referência ao sol e a Apolo reforça a ideia de que, tal como as flores, a vida humana é curta e inevitavelmente sujeita à morte.

O verso “façamos nossa vida um dia” sugere a filosofia do carpe diem (expressão latina que significa “aproveita o dia”), incitando o sujeito a viver o presente, consciente da fugacidade da vida. Assim, a natureza reflete a nossa mortalidade e a urgência de aproveitar...

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Mester de Clerecía: história, estilo e Gonzalo de Berceo

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O Mester de Clerecía: Séculos XIII e XIV

  • Escola literária: Séculos XIII ao XIV.
  • Autoria: Cultivada pelo clero (pessoas com educação jurídica e eclesiástica em latim).
  • Vernáculo: Incorporação da língua vulgar para alcançar as pessoas comuns.
  • Contexto: Conviveu com o Mester de Juglaría. Ambos compartilham a mesma língua, público-alvo e temas populares, focando em ouvintes analfabetos.
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  • Métrica: Poemas escritos em estrofes de verso alexandrino (14 sílabas divididas em hemistíquios de 7), com rima única (monorrima). Deve-se considerar erros de copistas e variações de pronúncia.
  • Rigidez: Cânone métrico estritamente respeitado.
  • Idioma: Mais cuidadoso e seletivo que o dos jograis, embora familiar, simples e com expressões coloridas.
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