Manrique e o Raio de Luar
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Era nobre, e havia nascido em meio ao fragor das armas; mas o grito estranho de uma trombeta de guerra não o fez levantar a cabeça um instante, nem desviar os olhos do escuro ponto do pergaminho em que lia a última carta de um trovador.
Aqueles que o viam, pensavam que não tinha de olhar para o amplo pátio do seu castelo, onde os potros noviços domavam, as páginas ensinavam a voar os falcões e os soldados se entretinham ao sábado a afiar o ferro do seu martelo sobre uma pedra.
— Onde está Manrique? Onde está o teu mestre? — perguntava a sua mãe, às vezes.
— Não sei — respondiam os seus servos — talvez no claustro da Rocha, sentado à beira de um túmulo, ouvindo para ver se surpreendia alguma palavra da conversa entre os... Continue a ler "Manrique e o Raio de Luar" »