Arte Rupestre: História, Características e Evolução

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Arte Rupestre

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A arte rupestre é a primeira demonstração de arte de que se tem notícia na história humana. Seus vestígios datam de antes do desenvolvimento das grandes civilizações e tribos, como as do Antigo Egito. Esse tipo de arte era caracterizado por ser feito com materiais como:

  • Terra vermelha;
  • Carvão;
  • Pigmentos amarelos (retirados também da terra).

Os desenhos eram realizados em peles de animais, cascas de árvores e em paredes de cavernas. Retratavam animais, pessoas e até sinais. Havia cenas de caçadas, de espécies extintas e em diferentes regiões. Apesar do desenvolvimento primitivo, podem-se distinguir diferentes estilos, como o pontilhado (o contorno das figuras formado por pontos espaçados) ou o de contorno contínuo (com uma linha contínua marcando o contorno das figuras). Apesar de serem vistas como malfeitas e não civilizadas, as figuras podem ser consideradas um exemplo de sofisticação e inovação para os recursos da época. Não existem muitos exemplos de arte rupestre preservada, mas com certeza o mais famoso deles é o das cavernas de Lascaux, na França.

Características da Arte na Pré-História e suas Diferenças com a Arte na Atualidade

As características da arte na pré-história podem ser inferidas a partir dos povos que vivem atualmente ou viveram até recentemente na pré-história (por exemplo, os aborígenes e os indígenas). Na pré-história, a arte não era algo que pudesse ser separado das outras esferas da vida. Ela não se separava dos mitos, da economia ou da política, e essas atividades também não eram separadas entre si. Todas essas esferas formavam um todo em que tudo tinha que ser arte, ter uma estética, porque nada era puramente utilitário, como são hoje um abridor de latas ou uma urna eleitoral. Tudo era, ao mesmo tempo, mítico, político, econômico e estético. E todos participavam nessas coisas.

A arte como uma palavra que designa uma esfera separada de todo o resto só surgiu quando surgiram as castas, classes e Estados, isto é, quando todas aquelas esferas da vida se tornaram especializações de determinadas pessoas: o governante com a política, os camponeses com a economia, os sacerdotes com a religião e os artesãos com a arte. Só aí é que surge a arte "pura", separada do resto da vida, e a palavra que a designa.

Mas antes do Renascimento, os artesãos eram muito ligados à economia; muitos eram mercadores e é daí que vem a palavra "artesanato". Então a arte ainda era raramente separável da economia (embora na Grécia Antiga a arte tenha chegado a ter uma relativa autonomia). Por isso, a palavra "arte" era sinônimo de "técnica", ou seja, "produzir alguma coisa" em um contexto urbano. No Renascimento, alguns artesãos foram sustentados por nobres, os mecenas (os Médici, por exemplo), apenas para que produzissem arte, uma arte realmente "pura". Surgiu então a arte como a conhecemos hoje, assim como a categoria daqueles que passaram a ser chamados de artistas.

Esquema de Periodização

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