Bases Farmacológicas: Drogas e o Sistema Nervoso Central
Drogas são agentes químicos capazes de modificar processos biológicos.
- A farmacologia pode ser dividida em dois ramos: Farmacocinética (o que o organismo faz com a droga) — absorção, distribuição, biotransformação e excreção de drogas — e Farmacodinâmica (o que a droga faz com o organismo) — efeitos bioquímicos e fisiológicos das drogas e seu mecanismo de ação.
- John Cade: introduziu o carbonato de lítio no tratamento da agitação maníaca (efeito sedativo).
- Henri Laborit: introduziu a clorpromazina clinicamente (antipsicótico clássico que fora desenvolvido com o intuito de ser um anti-histamínico).
- Curva dose-resposta: a quantidade de receptores ocupados pela droga está em proporção direta com o efeito observado.
- Eficácia: efeito máximo obtido para uma determinada droga. Potência: concentração necessária para produzir determinado efeito.
- Agonismo e Antagonismo Farmacológico:
- Agonista: afinidade pelo receptor e exerce efeito (atividade intrínseca).
- Antagonista: afinidade, mas não atividade intrínseca.
- Antagonismo:
- 1. Competitivo ou reversível: a ligação dos antagonistas ao receptor pode ser revertida por aumento da concentração do agonista.
- 2. Não-competitivo ou irreversível: não pode ser revertida por aumento da concentração do agonista.
- Tipos de Antagonismo:
- Químico: duas substâncias combinam-se em solução de modo que o efeito da droga ativa é perdido.
- Farmacocinético: o antagonista reduz efetivamente a concentração da droga ativa em seu sítio de ação.
- Fisiológico: descreve a interação de duas drogas cujas ações opostas no organismo tendem a cancelar uma em relação à outra.
- Agonistas parciais: incapazes de produzir, mesmo em concentrações elevadas, o efeito máximo observado com agonistas totais ou plenos (Agonistas plenos ou totais: 1; Antagonistas: 0; Agonistas parciais: >0, <1).
- Modelos de dois estados (de receptores): ativação constitutiva — efeito mesmo na ausência do agonista.
- Estrutura dos receptores:
- Ligados a canais iônicos (receptores de membrana);
- Acoplados à proteína G (receptores de membrana);
- Ligados à quinase (receptores de membrana);
- Que regulam a transcrição de genes (receptores intracelulares).
- Receptores ligados a canais: participam da transmissão rápida; são proteínas oligoméricas dispostas ao redor de um canal (ex: receptor nicotínico, receptor para glicina).
- Receptores acoplados à proteína G: aumento da atividade da enzima adenilato ciclase, aumento do segundo mensageiro AMPc (ex: adrenalina, receptores do tipo Beta). Gs: estimulatórias; Gi: inibitórias. Alvos para atuação da proteína G: canais iônicos controlados por proteína G e enzimas ativadas por proteínas G.
- Receptores ligados à tirosina quinase: compostos basicamente pelos receptores de insulina e de vários fatores de crescimento (controlam crescimento e divisão celulares).
- Receptores intracelulares: glicocorticoides e alguns hormônios possuem receptores localizados no citoplasma ou no núcleo. Substâncias lipossolúveis que penetram na célula e ligam-se a seus receptores ativando-os, alteram a expressão de genes específicos.
- Uso crônico de psicofármacos: alterações plásticas.