Fordismo, Taylorismo e Imperialismo: causas e impactos
Queda do Fordismo
- A uniformidade da taxa de salário (eliminando o pagamento de bônus) e as operações de detalhes repetidos levaram ao abandono do modelo fordista.
- A sindicalização de trabalhadores aumentou, incluindo organizações como o Industrial Workers of the World.
Solução
Horário de trabalho e produtividade: redução do horário de trabalho (por exemplo, de 9 para 8 horas), associado a mudanças na organização do tempo de trabalho e ao aumento da intensidade e do ritmo de produção.
O chamado "salário alto" tornou-se necessário ao novo processo de acumulação: pagar melhores salários servia para atrair e reter mão de obra qualificada e disciplinada. Gerou-se a exigência de um caráter moral elevado para controlar como o trabalhador gastava seu salário, sobretudo nos primeiros meses de contratos (mais de seis meses em muitos casos).
Crescimento
Após a Segunda Guerra Mundial, por causa de problemas econômicos e graças ao apoio de políticas estatais, a produção em massa foi reconstituída e a força de trabalho reorganizada.
Durante os "anos dourados" (quando o Estado atuava com o mercado como regulador da economia), foram estabelecidos contratos salariais indexados a ganhos de produtividade, que regularam as relações de classe após a crise do pacto fordista de 1929. O capital passou a criar condições em que a luta da classe trabalhadora pelo preço da forma-mercadoria tornou-se um motor de crescimento do capital.
Imperialismo
Período e motivações: o período de 1870-1914 é associado a países que buscavam expandir seus mercados, tanto por ocupação efetiva de territórios estrangeiros (exigindo o uso de força direta) quanto pelo controle informal, exercido pelo domínio econômico dos países industrializados sobre os subdesenvolvidos.
Nesses casos, o centro militar, político e administrativo das potências servia à dominação, que assumia formas de roubos e saques, exploração do trabalho nativo e imposição de regras econômicas favoráveis às metrópoles.
Era do Império
- Era marcada por uma aparente estabilidade e progresso, visível em luxo burguês, enquanto persistiam fome e pobreza nas classes trabalhadoras.
- O poder político concentrava-se muitas vezes na aristocracia, que, em alguns casos, cedia parte de seus privilégios. A burguesia industrial nem sempre alcançava plena influência política, apesar de sua ascendência econômica.
Alterações na organização do trabalho
Peças idênticas e a esteira de oficina fordista dividiram o processo em seções e partes. A passagem de uma "máquina universal" (projetada para executar várias operações por trabalhadores com ampla gama de habilidades) para uma "máquina especializada" (uma única operação realizada por um trabalhador qualificado) criou a fábrica racionalizada.
Melhorias em relação ao Taylorismo
- Eliminação do tempo de inatividade, tornando o trabalho contínuo e produtivo — Ford buscou eliminar os "poros" do dia de trabalho, aumentando a duração efetiva da jornada.
- A aplicação da linha de montagem reduziu a necessidade de habilidades individuais do trabalhador; tarefas antes qualificadas tornaram-se repetitivas e estreitas.
- Taylor atacou a ociosidade humana; Ford complementou esse esforço eliminando a chamada "preguiça de materiais" por meio da padronização e da organização da produção.
Consequências
- Aumento da mecanização devido à competição entre capitalistas para elevar a produtividade do trabalho.
- Criação de um princípio panóptico de vigilância: com a produção em linha, aumentou-se a visibilidade do processo de trabalho e o controle sobre os trabalhadores, elevando a taxa de lucro por aumento de produtividade ou redução do tempo ocioso.
- Novas regras produtivas geraram maior extração de trabalho excedente.
- A produção em massa de produtos padronizados aumentou a eficiência, reduzindo custos com peças e evitando a estagnação de estoques (redução da "preguiça de materiais").
- O ganho do capital aumentou devido à redução dos custos de produção e do tempo de trabalho necessário por unidade produzida.
Significado do salário
No contexto fordista, o salário (como incentivo dos capitalistas aos trabalhadores) passou a relacionar-se à quantidade de trabalho necessária para a reprodução do próprio trabalhador e de sua força de trabalho.
Razões para o aumento do salário
Entre as razões para o aumento salarial destacam-se: a necessidade de atrair trabalhadores em um mercado com oferta restrita (por exemplo, valores médios de referência como US$ 2,3 ou outros padrões salariais em determinadas épocas), a exigência de disciplina moral sobre o uso do rendimento e a tentativa de retenção de mão de obra diante de condições de trabalho hostis.
Recrutamento e retenção de trabalhadores
O recrutamento enfrentou escassez relativa em comparação com a crescente demanda da indústria automobilística; a retenção passou a depender tanto de melhores salários quanto de outras formas de controle e gestão das condições de trabalho, diante de ambientes cada vez mais hostis.