A Formação do Estado Moderno e as Monarquias Europeias
A formação do Estado moderno: A burguesia era formada por mercadores. Entretanto, a fragmentação política e econômica em feudos dificultava a expansão dos negócios. Reagindo a essa situação, os burgueses se aproximaram do rei, que passou a adotar medidas em favor desse grupo social.
- Vassalagem feudal: Juramento de fidelidade ao senhor feudal, tornando-se servo.
- Vassalagem real: Juramento de fidelidade ao rei, tornando-se súdito.
Guilherme centralizou o poder, obrigou os homens livres do reino a lhe prestarem juramento de vassalagem — impedindo assim que seu poder fosse questionado pela nobreza real — e aprimorou o sistema de cobrança de impostos. Com a morte de Guilherme, o fortalecimento do poder real iniciado por ele prosseguiu com Henrique II, que adotou o conjunto de leis chamado Common Law, enfraquecendo mais a nobreza.
Carta Magna: Resposta dos senhores feudais aos abusos reais. Tinha como objetivo assegurar apenas os direitos dos grupos sociais mais ricos, estabelecendo limites para o poder real. Impedia o rei de aumentar impostos e de criar leis sem a aprovação do Grande Conselho — assembleia formada por representantes da nobreza e do alto clero — e assegurava proteção contra a arbitrariedade do poder monárquico.
Parlamento: É dividido em duas câmaras:
- Lordes: Formada por nobres e clérigos.
- Comuns: Composta por burgueses e cavaleiros, grupos que até então não contavam com um canal de expressão de seus interesses.
Salvaguarda: Figura jurídica que colocava as cidades sob a proteção real. Para algumas pessoas, o rei passou a ser visto como protetor da paz, amigo dos pobres e defensor de camponeses e de burgueses. Filipe II instituiu os bailios para cobrar impostos, fiscalizar o comércio e intermediar disputas entre senhores feudais. Luís IX instituiu uma moeda de circulação nacional e ampliou o poder dos tribunais do rei, em detrimento dos tribunais controlados pelos senhores feudais.
A Guerra dos Cem Anos (Inglaterra x França): As principais causas dessa guerra foram as disputas entre dinastias pelo controle da coroa da França e o desejo da Inglaterra de dominar a região de Londres, na Bélgica atual, produtora de tecidos e sob controle francês. Joana d'Arc: Jovem camponesa que se dizia enviada por Deus para salvar a França. Com essa mensagem, foi capturada e condenada à morte na fogueira, acusada de heresia pelos ingleses. Hoje, ela é considerada heroína do povo francês.
Os árabes influenciaram fortemente a agricultura e o artesanato na Península Ibérica. Entre as tantas inovações trazidas pelos muçulmanos, a mais importante estava ligada à arte da navegação. Com a morte do último rei da dinastia de Borgonha, Castela tentou anexar Portugal aos seus domínios. Com isso, a sociedade portuguesa se dividiu entre os favoráveis e os contrários à anexação. A luta foi decidida a favor dos que defendiam a independência de Portugal, que colocaram no trono o mestre da Ordem Militar da cidade de Avis, Dom João. Esse episódio ficou conhecido como Revolução de Avis. Consolidava-se, assim, o poder monárquico em Portugal. João I deu início a uma ampla política de favorecimento da burguesia, criou condições para que Portugal se sobressaísse nas áreas tecnológica e militar e se lançasse ao mar em busca de novos territórios.
A monarquia espanhola foi centralizada graças ao casamento do rei Fernando (rei de Aragão) e Isabel (rainha de Castela). Esse foi o primeiro passo para a formação da Espanha moderna. Fernando e Isabel firmaram com a Igreja uma aliança com o objetivo de expulsar da Espanha os muçulmanos e judeus. Dessa forma, foi autorizada a criação do Tribunal do Santo Ofício ou Inquisição, subordinado aos reis católicos. Teve início, então, um período de intolerância e perseguições a descendentes e opositores por razões políticas e religiosas.