Glomerulonefrite Difusa Aguda, IRA e Diálise: Guia Completo

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Glomerulonefrite Difusa Aguda (GNDA)

GNDA são afecções que acometem o glomérulo, estrutura microscópica do rim, formada por um emaranhado de capilares e que é a principal estrutura renal responsável pela filtração do sangue.

Etiologia: Na maioria dos casos é a infecção das amígdalas por Estreptococo do grupo A, o mesmo atua como um antígeno e estimula os anticorpos, produzindo lesão renal. Sinusite, otite, parotidite, varicela e hepatite também podem estar associadas.

Quadro Clínico: Tríade clínica: hematúria, edema e HA.

Anasarca, cefaleia, mal-estar, oligúria e/ou anúria, HA leve, moderada ou grave.

Diagnóstico: Através do quadro clínico sugestivo e sumário de urina para detectar presença de proteinúria e hematúria.

Tratamento: Sintomático e antibioticoterapia.

Complicações: ICC, EAP, endocardite.

Assistência de Enfermagem: Monitorização cardíaca rigorosa, SSVV, estimular o repouso, administrar medicamentos, restrição hídrica, dieta hipossódica, hipercalórica e hiperproteica.

Insuficiência Renal Aguda (IRA)

Conceito: É uma síndrome que leva a um súbito declínio da função renal. É frequente o aumento nas concentrações séricas de ureia e creatinina, oligúria, hipercalemia e retenção de sódio (NA).

Etiologia: Pré-renais: hipovolemia, isquemia.

Intrarrenais: isquemia renal prolongada, exposição a agentes nefrotóxicos, complicações da Diabetes Mellitus, GNDA.

Pós-renais: litíase renal, tumores, estenose.

Quadro Clínico: Fase oligúrica-anúrica: ocorre elevação na concentração sérica de elementos geralmente excretados pelo rim.

Fase diurética: começa com a elevação da quantidade de diurese e os níveis de escórias começam a regredir.

Fase de recuperação: geralmente ocorre recuperação total da função renal.

Diagnóstico: Sumário de urina para detectar proteinúria, hematúria e cilindros.

Tratamento: Consiste na supressão da causa; medicamentos hipotensores e diuréticos; restrição hídrica e dietética.

Complicações: IRC, arritmia cardíaca.

Assistência de Enfermagem: SSVV, débito urinário e densidade urinária, balanço volêmico, realizar mensuração diária do peso do paciente, orientar sobre dieta hipoproteica, hipercalórica e hipossódica.

Diálise

Conceito: Consiste na filtração sanguínea de todos os elementos que podem provocar toxicidade no indivíduo, através da difusão de moléculas do soluto através de uma membrana semipermeável, passando do lado de maior concentração para o de menor concentração.

Objetivo: manter a vida e o bem-estar do paciente renal crônico, substituindo algumas funções excretoras renais.

Classificação: Diálise Peritoneal: É uma substituição para a função renal na qual o peritônio age como uma membrana dialisadora e a solução de diálise é fornecida para dentro da cavidade abdominal, filtrando o sangue. A membrana peritoneal é altamente vascularizada e o líquido infundido penetra no abdômen através de um cateter.

Diálise Peritoneal Intermitente: nível hospitalar, para pacientes que não podem realizar outras formas de diálise. O tempo de permanência da solução é de 20 a 30 minutos; à medida que ocorre melhora dos níveis hidroeletrolíticos, o tempo é espaçado até a retirada do cateter por cura ou hemodiálise.

Diálise Peritoneal Ambulatorial Contínua (CAPD): para pacientes em que a hemodiálise não é conveniente ou possível. Não precisa de máquina. O sangue durante a CAPD está sendo depurado o tempo todo. A solução de diálise vai de uma bolsa de plástico, através de cateter, até a cavidade abdominal, e aí permanece por várias horas; a solução é então drenada e uma nova solução volta a encher o abdômen, recomeçando o processo de depuração.

Diálise Peritoneal Cíclica Contínua: conectar a uma máquina que enche o abdômen e drena a solução de diálise automaticamente. Este método é geralmente realizado durante a noite, enquanto o paciente dorme, permitindo maior liberdade ao paciente durante o dia.

Vantagens da Diálise Peritoneal sobre a Hemodiálise: liberação e independência física e psicológica; dieta e ingestão de líquidos mais liberais.

Complicações da Diálise Peritoneal: peritonite infecciosa, septicemia, obstrução do cateter, sangramento.

Assistência de Enfermagem: usar técnica asséptica rigorosa para evitar infecção, balanço volêmico, SSVV.

Hemodiálise

É um processo de filtragem do sangue onde são retiradas do sangue substâncias que, quando em excesso, trazem prejuízos ao corpo, como a ureia, potássio (K), sódio (NA) e água (H2O). A hemodiálise é feita com a ajuda de um dializador. Durante a diálise, parte do sangue é retirada do corpo, passa através da linha de um lado, onde o sangue é filtrado, e retorna ao paciente pela linha do lado oposto.

Funcionamento da Hemodiálise: A hemodiálise é feita por meio de um tubo que é colocado em uma veia grossa, que é o acesso vascular para hemodiálise. É o que permite a retirada e a devolução do sangue à pessoa. O tipo mais frequente de acesso vascular é a fístula, que consiste em uma ligação entre uma artéria e uma veia através de uma pequena cirurgia.

Terapêutica de Reposição Renal Contínua: Utiliza a circulação sanguínea extracorpórea através de um filtro de pequeno volume e baixa resistência para fornecer a remoção contínua de solutos e líquidos no ambiente de cuidados intensivos.

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