Guia de Contabilidade: Departamentalização, DLPA e ABC
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Departamentalização
A Departamentalização em Contabilidade de Custos consiste em dividir a empresa em segmentos chamados de departamentos, nos quais são debitados todos os custos neles incorridos. Caracteriza-se como o critério mais eficaz para a distribuição racional dos custos indiretos.
Os departamentos em empresas industriais são divididos em dois:
- Departamentos de produção: Ex.: embalagem, montagem, acabamento, corte, pintura, etc.
- Departamentos de serviço: Ex.: administração, manutenção, almoxarifado, expedição, controle de qualidade, etc.
Passos da Departamentalização:
- 1°: Separação de custos e despesas;
- 2°: Custos diretos são apropriados diretamente à produção e produtos;
- 3°: Apropriação dos custos indiretos comuns aos departamentos;
- 4°: Rateio dos custos indiretos comuns aos departamentos de serviços e produção;
- 5°: Escolha da sequência dos critérios de rateio;
- 6°: Distribuição dos custos dos departamentos aos produtos.
DLPA – Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados
A DLPA está regulamentada pela Lei 6.404/76. No entanto, a Lei 11.638/2007 excluiu o patrimônio líquido da conta de lucros e prejuízos acumulados; a partir daí, deu um novo destino a todo lucro líquido apurado no final do exercício social, utilizado no prejuízo acumulado, constituição de reservas, aumento de capital ou na distribuição aos acionistas.
Estrutura da DLPA: Deve ser estruturada conforme o artigo 186 da Lei 6.404/76:
- A) O saldo no início do período, os ajustes de períodos anteriores e a correção monetária do saldo inicial;
- B) As reversões de reservas e o lucro líquido;
- C) As transferências para reservas, os dividendos, a parcela do lucro incorporada ao capital e o saldo ao fim do período.
* No artigo, estabelece-se que a DLPA deverá indicar o montante de dividendos por ação do capital inicial e pode estar contida na DMPL. *
Custeio ABC: Activity Based Costing
O Custeio ABC é um método de custeio que permite reduzir as distorções provocadas, no custeio por absorção, pelo rateio mais ou menos arbitrário dos custos indiretos. O ABC pode ser adotado para os custos diretos, mas, nesse caso, não teremos diferenças sensíveis em relação aos métodos tradicionais de custeio; ao adotá-lo, é possível visualizar os custos mediante a análise das atividades executadas. A utilização exige a definição das atividades relevantes dentro dos departamentos e dos direcionadores de recursos que irão alocar diversos custos incorridos à atividade.
Fluxo: DEPARTAMENTO – ATIVIDADE – PRODUTOS.
Vantagens:
- Gerar informações gerenciais mais fidedignas por meio da redução do rateio;
- Adequa-se mais facilmente às empresas prestadoras de serviço, pois estas apresentam muita dificuldade na identificação e separação de custos, despesas e gastos gerais;
- Tem menor necessidade de rateios arbitrários;
- Atende aos princípios fundamentais da contabilidade e fiscais;
- Obriga a implantação permanente e revisão do controle interno;
- Proporciona melhor visualização dos fluxos dos processos;
- Identifica de forma transparente itens que consomem mais recursos;
- Identifica o custo da atividade;
- Fornece subsídios para gestão econômica, custo de oportunidade e reposição;
- Possibilita a eliminação ou redução de atividades que não agregam valor ao produto.
Desvantagens:
- Gastos elevados para a implantação;
- Alto nível de controle interno a ser implantado e avaliado;
- Necessidade de revisão constante;
- Leva em consideração muitos dados com informações de difícil extração;
- Dificuldade no envolvimento e comprometimento da equipe na implantação do método;
- Dificuldade na integração de informações entre os departamentos;
- Falta de pessoal competente, qualificado e experiente para implantação e acompanhamento;
- Necessidade de formação de procedimentos padrões;
- Maior preocupação em gerar informações do que em usá-las.