História Econômica do Brasil: Da Crise de 29 ao 2º PND
A Crise de 1929 e a Era Vargas
Crise de 29: Queda do preço internacional e redução da participação do café brasileiro no consumo mundial (Grande Depressão). Chega ao poder Getúlio Vargas, que passou a adotar o intervencionismo do Estado na economia. Medidas de política econômica de Getúlio Vargas para defender o café após a crise: depreciação da moeda nacional e compra dos excedentes.
Após a Grande Depressão, o Brasil passa a adotar um novo modelo econômico chamado Processo de Substituição de Importações (PSI), que consistia em produzir internamente bens industrializados que antes eram importados e superar nossa dependência da exportação de produtos primários (commodities).
Governo Dutra e o Modelo Primário Exportador
Dutra (1946 a 1951): Tentou realizar um governo com menor intervenção do Estado na economia e combater o processo inflacionário, porém não deu certo. O modelo primário exportador é um sistema baseado na produção de produtos primários (matéria-prima, produção extrativista) voltados para a exportação.
Segundo Mandato de Vargas e a SUMOC
No segundo mandato de Vargas (1951 a 1954), visou-se aprofundar o PSI, adotando um regime de câmbio múltiplo que beneficiaria a importação de bens de capital. A economia é subdividida por departamentos:
- Departamento I: Produtor de bens de capital e de bens intermediários.
- Departamento II: Produtor de bens de consumo, que podem ser subdivididos em dois: um departamento de bens duráveis e um de bens não duráveis.
Instruções 70 e 113 da Sumoc:
- 70: Câmbio baixo para baratear a importação de bens de capital; câmbio alto para encarecer a importação de bens concorrentes ao nacional.
- 113: Permissão para empresas estrangeiras instaladas no país importarem máquinas e equipamentos sem cobertura cambial.
Plano de Metas e Plano Trienal
Plano de Metas: O objetivo era desenvolver rapidamente o setor industrial, principalmente o setor de bens de consumo duráveis, que puxaria outros setores da economia. Resultados para o país: aumento da inflação, devido à expansão da moeda e do crédito; aumento das exportações, gerando aumento do déficit em conta corrente do balanço de pagamentos.
Plano Trienal (Gov. João Goulart): Tinha como principal objetivo combater o processo inflacionário e dar uma resposta à deterioração econômica externa. O plano visava a redução dos gastos públicos e a redução da liquidez financeira. O plano fracassou e provocou o crescimento negativo do PIB per capita.
PAEG e o Milagre Econômico
PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo): Foi o primeiro plano econômico do novo governo (militar). Principais focos: prioridade na estabilidade de preços, aumento de investimentos diretos, reformas bancárias e tributárias, acertar o déficit da balança de pagamentos e diminuição dos desequilíbrios regionais.
Milagre Econômico Brasileiro: Foi o crescimento econômico brasileiro durante o período de 1968 a 1973; teve um enorme crescimento do PIB e baixa inflação. Principais motivos: a existência de capacidade ociosa na indústria gerada pela recessão no período, as reformas institucionais do PAEG, o crescimento da economia mundial e os juros internacionais baixos.
O 2º PND e a Crise do Petróleo
2º PND (Gov. Geisel): O objetivo era dar continuidade ao crescimento econômico ocorrido no "Milagre" após a crise mundial do petróleo (1973) e reduzir a dependência externa de bens de capital, produzindo internamente. Buscou incentivar a agricultura de alimentos e o financiamento interno através do BNDE para empresas privadas nacionais e estatais. Resultados: crescimento econômico abaixo do "Milagre", crescimento da inflação, crescimento da dívida externa e déficit nas transações correntes devido ao aumento das importações e ao pagamento de juros da dívida externa.