Mieloma Múltiplo: Sintomas, Causas e Tratamentos

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O que é o Mieloma Múltiplo?

O mieloma múltiplo é um câncer que afeta originalmente a medula óssea. Este quadro se caracteriza pelo aumento do número de plasmócitos, um tipo de célula que produz imunoglobulina, proteína que participa de nosso sistema de defesa.

Os problemas de saúde causados podem afetar os ossos, o sistema imunológico, os rins e a contagem de células vermelhas do sangue.

A doença tem maior prevalência em pessoas idosas, em geral, maiores de 65 anos. Entretanto, a incidência da doença em indivíduos mais novos está aumentando. Mais de 2% dos doentes com este tipo de câncer têm menos de 40 anos quando diagnosticados.

Fatores de risco

Alguns fatores de risco podem ligeiramente aumentar as chances de uma pessoa desenvolver mieloma múltiplo. Veja:

  • Ter mais de 65 anos;
  • Sexo masculino;
  • Etnia afro-americana;
  • Histórico familiar (APF).

Certas condições também podem favorecer o aparecimento do mieloma múltiplo:

  • Gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI);
  • Plasmocitoma solitário.

Sintomas

  • Dor óssea devido à doença óssea lítica;
  • Fraqueza e fadiga devido à anemia;
  • Perda de peso;
  • Confusão, sede excessiva e constipação devido ao aumento dos níveis de cálcio no sangue;
  • Problemas nos rins;
  • Infecções causadas por imunoglobulinas não-funcionais.

Diagnóstico

  • Cálcio elevado no sangue (hipercalcemia);
  • Anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos);
  • Creatinina elevada (função renal);
  • Níveis de proteína elevados no sangue, combinada com um nível baixo de albumina;
  • Eletroforese de proteínas séricas;
  • Imunoeletroforese;
  • Eletroforese de proteínas na urina;
  • Imunoeletroforese urinária.

Resultados anormais nesses exames podem fazer a equipe médica recomendar uma biópsia de medula óssea ou um mielograma.

Tratamento

Embora não haja cura para o mieloma múltiplo, com bons resultados no tratamento é possível viver uma vida normal. Opções de tratamento padrão incluem:

  • Bortezomib: administrado por via intravenosa;
  • Talidomida: administrado por via oral;
  • Lenalidomida: administrado por via oral e uma alternativa à talidomida;
  • Quimioterapia oral ou intravenosa;
  • Corticosteroides: como a prednisona e dexametasona, administrados por via oral;
  • Transplante de células-tronco;
  • Radioterapia.

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