Mitose e Meiose: Guia sobre Divisão Celular
Mitose
A mitose começa com uma célula diploide (2n), ou seja, com o número total de cromossomos da espécie, que no nosso caso são 46. Em seguida, há um período denominado interfase, em que ocorre a duplicação do material genético para depois começar a divisão.
O processo de divisão é contínuo, mas para entendermos melhor a mitose, costumamos subdividi-la em fases, que são:
- Interfase:
- G1: Atividade metabólica (respiração da célula).
- S: Duplicação do DNA e síntese de proteína, produção do DNA e RNA mensageiro.
- G2: Antecede a mitose e ocorre a duplicação dos centríolos. Início da divisão.
Prófase (só ocorre em células não sexuais): Os cromossomos ficam visíveis por causa da espiralização, começa a desaparecer o núcleo, organiza-se em torno do núcleo um conjunto de fibras, e o núcleo absorve água, aumentando o volume.
Metáfase: Os cromossomos atingem o máximo de espiralização, ocorre a duplicação dos centrômeros e a formação da placa equatorial.
Anáfase: Os cromossomos sofrem quebra dos centrômeros, as fibras começam a encurtar e a célula fica temporariamente tetraploide porque as cromátides viram cromossomos.
Telófase: Início da citocinese (divisão da célula), o material genético é quebrado no meio e ocorre a divisão em duas células.
Meiose
Produção de células sexuais ou gametas (espermatozoide e óvulo).
Segunda Divisão
O que difere a meiose da mitose é que na Prófase I acontecem subfases:
- Leptóteno: Cromossomos pouco espiralizados. Raramente se observa a duplicação das cromátides. Podem-se observar os cromômeros (nódulos nos filamentos de DNA).
- Zigóteno: Os cromossomos estão um pouco mais espiralizados. Os cromossomos homólogos alinham-se lado a lado (pareamento ou sinapse) para que possa ocorrer o crossing-over.
- Paquíteno: Devido ao grau de espiralização, já é possível visualizar a duplicação do DNA. Os cromossomos homólogos em sinapse formam as tétrades ou bivalentes. Nesta fase, ocorre o crossing-over, porém, não é visualizado devido à proximidade dos homólogos.
- Diplóteno: Os cromossomos homólogos começam a se separar; neste momento podemos visualizar os pontos onde ocorre o crossing-over. Os locais onde o crossing-over é visível são chamados Quiasmas. O número de quiasmas revela o número de crossing-overs ocorridos.
- Diacinese: Já desapareceram a carioteca e o nucléolo. Os centríolos já atingiram os polos opostos, e o fuso acromático já está formado. Os cromossomos homólogos espalham-se aos pares pelo citoplasma para se ligarem às fibras do fuso.
Primeira Divisão:
Prófase I: Homólogos pareiam.
Metáfase I: Homólogos na região mediana da célula.
Anáfase I: Separação dos homólogos e migração para os polos da célula.
Telófase I: Reorganizam-se (ou não) os núcleos: uma rápida citocinese separa as duas células-filhas haploides.
Na Segunda Divisão:
Prófase II: Cada célula tem só um cromossomo duplicado de cada par de homólogos.
Metáfase II: Cromossomos na região mediana das células.
Anáfase II: Duplicação dos centrômeros: as cromátides-irmãs se separam.
Telófase II: Reorganizam-se os núcleos e desorganiza-se o fuso de divisão: formam-se 4 células haploides.
O "crossing-over" é a mistura do material genético, com a quebra e troca de pontas entre os cromossomos. Mas por que esse fato é importante? Para favorecer a variabilidade genética, o que garante a nossa diversidade.
É importante também que a meiose seja reducional, pois durante a fecundação (união do óvulo com o espermatozoide) forma-se um novo ser com 46 cromossomos, sendo 23 vindos do pai e 23 da mãe.